Haddad revela possível diálogo com EUA às vésperas do tarifaço
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, revelou que uma potencial conversa com o governo dos Estados Unidos pode ocorrer em breve, conforme indicado pela equipe do secretário do Tesouro, Scott Bessent. Essa possibilidade surge em um momento crítico, às vésperas do anúncio de uma tarifa de 50% sobre produtos importados do Brasil pelo presidente Donald […]
- Publicado: 15/01/2026
- Alterado: 30/07/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Fever
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, revelou que uma potencial conversa com o governo dos Estados Unidos pode ocorrer em breve, conforme indicado pela equipe do secretário do Tesouro, Scott Bessent. Essa possibilidade surge em um momento crítico, às vésperas do anúncio de uma tarifa de 50% sobre produtos importados do Brasil pelo presidente Donald Trump.
De acordo com Haddad, Bessent estava em viagem pela Europa, mas a expectativa é que ele retorne e entre em contato com o governo brasileiro. “A assessoria dele solicitou um tempo de paciência devido às missões que está realizando no exterior, mas assegurou que haverá oportunidade para um novo diálogo ao voltar aos EUA”, explicou o ministro nesta quarta-feira (30).
Na semana anterior, Haddad já havia buscado uma aproximação com a equipe de Bessent, com o intuito de discutir alternativas à alta taxa sobre as importações brasileiras. No entanto, a resposta recebida indicava que as decisões sobre o caso estavam sendo geridas diretamente pela Casa Branca, sob a supervisão de Trump e seus assessores. Essa interação inicial ocorreu no dia 21.
Haddad manifestou otimismo quanto à possibilidade de um contato direto com Bessent. Apesar das dificuldades enfrentadas para estabelecer canais de comunicação com o governo americano, o fluxo de conversas parece ter se intensificado nas últimas semanas.

O vice-presidente Geraldo Alckmin tem se mostrado ativo nessa busca por diálogo. Ele revelou ter realizado pelo menos duas reuniões recentes com Howard Lutnick, secretário do Comércio dos EUA. Na terça-feira (29), atendendo a um pedido de Lutnick, um assessor participou virtualmente de uma reunião entre Alckmin e representantes de grandes empresas como Meta, Google, Amazon, Apple, Visa e Expedia para abordar questões relevantes do setor tecnológico.
Haddad comentou que há a possibilidade de Alckmin viajar a Washington para uma reunião presencial com autoridades americanas, desde que exista uma “agenda estruturada” para tal encontro.
Em uma entrevista concedida ao jornal The New York Times nesta quarta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou ter solicitado contato com o governo Trump e designado ministros para essa tarefa; contudo, segundo ele, não houve êxito nas tentativas porque “ninguém está disposto a dialogar”.

Com relação à aplicação das novas tarifas, o governo Lula considera improvável conseguir reverter essa decisão antes do dia 1º de agosto. O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), descartou qualquer possibilidade de Lula se reunir com Trump antes da implementação das tarifas sobre os produtos brasileiros.
As iniciativas lideradas por Alckmin visam discutir a exclusão de certos itens da lista afetada pelas novas tarifas impostas por Trump. Fontes ligadas ao governo mencionaram que o vice-presidente tem se empenhado em poupar alimentos da lista que será tarifada.
Nesta quarta-feira, Haddad reiterou sua posição de aguardar até o dia 1º para observar quais serão os desdobramentos da situação e avaliar a extensão das tarifas além da chance de isentar produtos específicos dessa sobretaxa.