Haddad defende ampliação da isenção do IR

Dólar bate recorde em meio a resistência no Congresso e mercado apreensivo.

Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Na última sexta-feira, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, abordou o impacto do vazamento das informações sobre a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para ganhos de até R$ 5.000, antes de seu anúncio oficial. Em entrevista à Record News, Haddad destacou que a divulgação prematura resultou em interpretações equivocadas e reafirmou a importância de explicações detalhadas e respeitosas para evitar reações negativas do mercado.

Haddad também indicou que, se necessário, o governo poderá rever medidas para manter o equilíbrio entre despesas e receitas conforme as diretrizes fiscais estabelecidas. Em um evento da Febraban, o ministro enfatizou que as medidas fiscais atuais não são definitivas e que ajustes futuros podem ocorrer.

No mesmo dia, o dólar atingiu a marca histórica de R$ 6, refletindo as expectativas frustradas do mercado em relação ao pacote fiscal anunciado. A cotação máxima do dia chegou a R$ 6,115 antes de recuar, impulsionada pelas declarações dos líderes do Congresso que apoiaram cortes de gastos e austeridade fiscal. Contudo, eles criticaram mudanças na arrecadação de impostos e indicaram que a proposta de isenção do IR para rendimentos até R$ 5.000 enfrenta resistência no Congresso.

No pronunciamento oficial, além da isenção do IR, Haddad anunciou outras medidas, como revisão da concessão do abono salarial e regulamentação dos supersalários. Para equilibrar as finanças, propôs também uma nova alíquota mínima de 10% para rendas acima de R$ 50 mil mensais.

O cenário atual demonstra a complexidade das decisões econômicas e fiscais no Brasil, exigindo equilíbrio entre medidas populares e sustentáveis. O governo continua atento às necessidades de ajustes para garantir estabilidade econômica e confiança dos investidores.

  • Publicado: 15/01/2026
  • Alterado: 15/01/2026
  • Autor: 29/11/2024
  • Fonte: Fever