Gustavo Petro veta posse de sucessor em quartel militar na Colômbia
Presidente colombiano afirma que instalações das Forças Armadas permanecerão sob seu comando até a transmissão oficial do cargo, em 7 de agosto
- Publicado: 13/07/2026 10:19
- Alterado: 13/07/2026 10:19
- Autor: Suzana Rezende
- Fonte: UOL
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, anunciou neste domingo (13) que nenhuma instalação militar poderá ser utilizada para a cerimônia de posse do presidente eleito, Abelardo De la Espriella, marcada para o dia 7 de agosto. A decisão foi divulgada por Petro em publicação na rede social X.
Segundo o atual chefe de Estado, os quartéis do Exército e da Polícia permanecerão sob sua autoridade até a transmissão oficial do cargo. “Os quartéis do Exército e da Polícia estão sob meu comando até que o novo presidente tome posse”, afirmou.
Presidente eleito queria cerimônia em base militar
Abelardo De la Espriella, político de direita eleito para suceder Petro, havia solicitado que a cerimônia fosse realizada em uma instalação militar. Sem maioria no Congresso, o presidente eleito encaminhou o pedido ao novo Parlamento, que inicia seus trabalhos em 20 de julho.
A proposta, no entanto, esbarrou na decisão do atual presidente, que vetou o uso de qualquer unidade militar para a solenidade.
Lei prevê posse perante o Congresso
A legislação colombiana estabelece que a posse presidencial deve ocorrer perante o Congresso Nacional, em Bogotá. Especialistas apontam que a realização da cerimônia em um quartel exigiria uma complexa operação logística para deslocar parlamentares até uma base militar, o que dificultaria o cumprimento do protocolo previsto em lei.
Com isso, a tendência é que a cerimônia seja realizada no formato tradicional, conforme determina a legislação do país.
Transição de Gustavo Petro para Espriella segue prevista para agosto
Apesar da divergência sobre o local da posse, a transição presidencial continua prevista para o dia 7 de agosto, quando Gustavo Petro encerrará seu mandato e Abelardo De la Espriella assumirá oficialmente a Presidência da Colômbia.
A decisão de Petro reforça que, até a transmissão formal do cargo, o comando das Forças Armadas permanece sob responsabilidade do atual presidente, conforme previsto na estrutura institucional colombiana.