Guilherme Boulos condena ataque dos EUA à Venezuela

Em forte declaração, o ministro Guilherme Boulos classificou a captura de Maduro como a ação imperialista mais grave da história recente.

Crédito: Renato Araújo / Câmara dos Deputados

Guilherme Boulos, ministro da Secretaria-Geral da Presidência, manifestou sua profunda indignação contra a operação militar dos Estados Unidos na Venezuela, realizada neste dia 3 de janeiro. Através de suas redes sociais, o ministro denunciou a ofensiva e a detenção de Nicolás Maduro, definindo o episódio como um ataque direto à soberania da América Latina. Para Guilherme Boulos, a narrativa de defesa da democracia utilizada por Washington é apenas um pretexto para o controle de recursos estratégicos.

Críticas de Guilherme Boulos à estratégia de Donald Trump

O ministro questionou abertamente as reais motivações do governo norte-americano. Segundo Guilherme Boulos, as justificativas de combate ao crime organizado ocultam o interesse econômico das grandes potências:

  • Foco no Petróleo: “Alguém acha que Trump está preocupado com democracia? Ele quer petróleo”, afirmou o ministro, destacando que as reservas venezuelanas são o verdadeiro alvo.
  • Ameaça Regional: O ministro alertou que a manobra sinaliza uma nova “Doutrina Monroe”, colocando em risco a autonomia de todos os países vizinhos.
  • Precedente Histórico: Guilherme Boulos enfatizou que nem mesmo nos períodos mais tensos da Guerra Fria houve uma intervenção militar direta desta magnitude no continente.

Guilherme Boulos pede unidade latino-americana

A gravidade do sequestro de um chefe de Estado e de sua esposa foi o ponto central do repúdio manifestado pelo ministro. Ele argumentou que o reconhecimento aberto de Donald Trump sobre o interesse nas reservas de energia valida a tese de que a operação teve caráter puramente exploratório.

Para Guilherme Boulos, o momento exige uma resposta coordenada das nações vizinhas. “Este é um momento crucial para a unidade latino-americana, com apoio total ao povo da Venezuela e repúdio ao governo criminoso de Donald Trump!”, concluiu. A fala do ministro ecoa a preocupação de outros setores do governo brasileiro, que temem uma escalada de violência e instabilidade nas fronteiras do Brasil.

O posicionamento de Guilherme Boulos reforça a linha diplomática de defesa da autodeterminação dos povos, colocando o Brasil como uma voz ativa na denúncia de intervenções estrangeiras unilaterais em solo sul-americano.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 03/01/2026
  • Fonte: FERVER