Guaraci Tupi lança álbum inédito no Palácio das Artes em Praia Grande 

O músico indígena apresenta o disco Awá Dipoká em show gratuito no litoral paulista unindo resistência ancestral e cultura contemporânea em Praia Grande

Crédito: Divulgação

O Palácio das Artes em Praia Grande, localizado no Bairro Boqueirão, recebe nesta sexta-feira (24), às 20h, um evento que une espiritualidade e resistência cultural no litoral paulista. O artista indígena Guaraci Tupi, originário da aldeia Tekoá Pakowaty — a mais antiga do Estado de São Paulo, situada em Peruíbe —, realiza o lançamento oficial de seu álbum inédito, intitulado “Awá Dipoká – Guerreiro da Lança”.

O espetáculo tem entrada gratuita e marca a quarta etapa de uma circulação estadual que busca fortalecer o diálogo entre a música originária e o público urbano. A obra é uma homenagem póstuma ao irmão do artista, Awá Dipoká, cuja trajetória de luta inspira as composições do disco.

Memória viva e resistência indígena

O álbum “Awá Dipoká” é descrito por seu criador como um manifesto de afirmação identitária. Composto por 12 faixas autorais, o trabalho utiliza a sonoridade para transmutar o luto em uma ferramenta de preservação das tradições dos povos originários.

De acordo com o artista, a escolha de Praia Grande para uma das apresentações centrais da turnê reforça o papel da cidade como um polo de difusão cultural na Baixada Santista.

“É um trabalho que transforma o luto em criação artística e que reafirma a música como instrumento de preservação cultural e afirmação identitária dos povos originários. É um gesto de resistência e um testemunho da potência criativa indígena”, afirma Guaraci Tupi.

Cronograma da turnê e fomento cultural

A circulação do projeto foi viabilizada por meio do Edital PNAB 24/2024, com recursos da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), via Ministério da Cultura e Governo do Estado de São Paulo. Após passar por Peruíbe, Itariri e Mongaguá, a apresentação em Praia Grande precede o encerramento da turnê, que ainda terá datas na capital paulista e em Itanhaém.

Além das apresentações presenciais, o projeto contempla a democratização do acesso por meio de recursos digitais e de acessibilidade.

Inclusão e presença digital

Para garantir que a mensagem de resistência alcance a todos, as apresentações em Praia Grande e nas demais cidades contam obrigatoriamente com intérpretes de Libras. No ambiente digital, os videoclipes e a live do projeto também dispõem de legendas.

As 12 faixas que compõem o álbum já podem ser ouvidas nas principais plataformas de streaming. O objetivo, segundo a produção, é romper as barreiras geográficas das aldeias e inserir a narrativa indígena no cotidiano da população de Praia Grande e de todo o país.

  • Publicado: 23/04/2026 16:26
  • Alterado: 23/04/2026 16:26
  • Autor: Gabriel de Jesus
  • Fonte: Rota Comunicação