Gripe K avança e OMS emite alerta de prevenção
Entenda o aviso sobre a nova variante do vírus influenza e a previsão de chegada ao Brasil.
- Publicado: 01/01/2026
- Alterado: 15/12/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Motisuki PR
A Organização Mundial da Saúde (OMS) oficializou um comunicado alertando para a crescente circulação da Gripe K em escala global. O monitoramento, intensificado desde o início de outubro, aponta que a maioria das infecções recentes está vinculada ao vírus influenza A (H3N2), especificamente ao subclade K (J.2.4.1). Essa variante vem sendo popularmente identificada como gripe K.
O crescimento na transmissão coincide com o inverno no hemisfério norte, período em que infecções respiratórias agudas tornam-se naturalmente mais frequentes. No entanto, o cenário atual exige atenção redobrada das autoridades sanitárias internacionais.
Impactos previstos para o Brasil em 2026
Diante do panorama global, a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) emitiu um aviso específico para o hemisfério sul. A projeção indica que a temporada de vírus respiratórios, incluindo a gripe K, pode ocorrer mais cedo do que o habitual no Brasil em 2026.
Historicamente, o pico de circulação viral no país ocorre entre junho e agosto. A antecipação desse ciclo exige preparação prévia do sistema de saúde e da população.
Segundo a OMS, embora a prevalência da gripe K tenha aumentado, os dados epidemiológicos atuais não indicam uma elevação na gravidade clínica quando comparada a outras cepas. Contudo, é vital ressaltar que temporadas dominadas pelo subtipo A (H3N2) costumam estar associadas a quadros mais severos, especialmente na população idosa.
Principais sintomas e quadro clínico
Os sinais da gripe K assemelham-se muito aos da gripe tradicional. Conforme o Ministério da Saúde, a manifestação clínica pode variar de acordo com a idade do paciente, mas os sintomas gerais incluem:
- Febre alta (acima de 38°C);
- Calafrios e mal-estar intenso;
- Dores de cabeça persistentes;
- Dores musculares e nas articulações;
- Cansaço extremo e prostração;
- Tosse seca e dor de garganta;
- Coriza ou congestão nasal.
Diferenças entre crianças e idosos
A identificação correta da gripe K exige atenção às particularidades de cada faixa etária, uma vez que o vírus age de formas distintas no organismo:
- Crianças: Tendem a apresentar febre elevada e aumento dos linfonodos no pescoço. Há risco de complicações pulmonares, como bronquite ou bronquiolite, além de sintomas gastrointestinais.
- Idosos: Frequentemente apresentam quadros febris isolados, sem outros sinais evidentes. Nestes casos, a temperatura corporal tende a ser menos elevada do que em jovens, o que pode dificultar o diagnóstico imediato.
A importância da imunização
A OMS reforça que a vacinação permanece como a estratégia mais eficaz para prevenir casos graves e hospitalizações decorrentes da gripe K e outras variantes.
Preparando-se para o próximo ciclo, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou no início de dezembro a composição das vacinas para 2026. As doses incluirão proteção contra o subtipo A (H3N2), cobrindo a variante em circulação.
No âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), a campanha de vacinação prioriza grupos biologicamente mais vulneráveis. Têm direito à imunização gratuita:
- Crianças de 6 meses a menores de 6 anos;
- Gestantes e puérperas;
- Idosos;
- Trabalhadores da saúde e professores;
- Povos indígenas e pessoas em situação de rua;
- Indivíduos com doenças crônicas ou deficiência permanente.