Gripe: A importância da vacinação
Diferenciar gripe de resfriado e COVID-19 é crucial
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 24/03/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Sorria!,
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A variedade de cepas do vírus influenza levou ao desenvolvimento de vacinas trivalentes e tetravalentes. A primeira é eficaz contra duas cepas do vírus A e uma do vírus B, enquanto a segunda oferece proteção contra duas cepas do vírus A e duas do vírus B.
É fundamental distinguir entre resfriado e gripe. O resfriado, geralmente causado por rinovírus ou coronavírus (distinto do responsável pela COVID-19), apresenta um quadro clínico mais leve.
Por outro lado, a gripe tende a ser mais severa. Os sintomas podem melhorar em cerca de cinco dias, mas é comum que se prolonguem por mais de uma semana, com o paciente experimentando uma recuperação completa que pode levar semanas devido à fraqueza associada à doença.
Os principais sintomas da gripe incluem:
- Febre: Geralmente acima de 38°C, é um sinal importante que não deve ser ignorado. É aconselhável monitorar a temperatura e seguir as orientações médicas para mantê-la sob controle.
- Dor de garganta: Como a gripe afeta as vias respiratórias, é comum que o paciente sinta dor na garganta.
- Tosse: Muitas vezes inicia-se como uma tosse seca, sendo um dos primeiros sintomas notados.
- Dor no corpo: O paciente pode relatar dores musculares acompanhadas de fadiga intensa, que pode persistir por semanas.
- Dor de cabeça: Além de ser um sintoma comum da gripe, a dor de cabeça pode resultar de inflamações faciais relacionadas à infecção.
O tratamento da gripe em indivíduos saudáveis geralmente envolve medidas de suporte, como uso de antitérmicos e analgésicos, hidratação adequada e repouso. Em casos específicos, pode ser necessário o uso de medicamentos antivirais, cuja prescrição deve ser feita por um médico. É importante ressaltar que antibióticos são indicados apenas para infecções bacterianas e não são eficazes contra o vírus influenza.
Caso haja dúvidas sobre os sintomas ou se a condição do paciente piorar, especialmente em grupos de risco, é crucial procurar assistência médica imediatamente.
No que diz respeito às diferenças entre gripe e COVID-19, ambas são infecções respiratórias causadas por vírus altamente contagiosos e que sofrem mutações ao longo do tempo. Apesar dos sintomas semelhantes que podem causar confusão, as famílias virais são distintas. O período de incubação também varia: enquanto a gripe manifesta seus sintomas em aproximadamente quatro dias, a COVID-19 pode levar de cinco a 14 dias para se manifestar, incluindo casos assintomáticos.
Em relação à mortalidade, o risco associado à gripe depende de diversos fatores como condições pré-existentes e sazonalidade; por outro lado, a COVID-19 tem demonstrado uma taxa letalidade mais elevada em diversas circunstâncias.
A busca por orientação médica sempre foi essencial diante dos sintomas gripais, visando o alívio dos sinais clínicos e a prevenção da progressão da enfermidade. Uma avaliação médica adequada é fundamental para determinar o tratamento correto para cada paciente. É recomendável atenção redobrada após os primeiros cinco dias dos sintomas e, para aqueles com maior vulnerabilidade, consultar um médico ao apresentar febre elevada ou prostração intensa.
A vacinação contra a gripe desempenha um papel vital na redução da gravidade dos episódios gripais. As vacinas oferecem até 80% de proteção ao sistema imunológico dos vacinados, reduzindo significativamente as chances de desenvolver formas graves da doença em caso de infecção.
Embora o foco recente tenha sido na COVID-19, os vírus influenza continuam sendo muito mais prevalentes. Portanto, é imprescindível estar atento ao calendário anual de vacinação promovido pelo Ministério da Saúde. Mesmo aqueles que não pertencem aos grupos prioritários devem considerar a vacinação disponível em clínicas e hospitais durante essa época do ano.