Greve de professores em SP rejeita proposta e tem novo ato
Servidores da rede municipal criticam reajuste oferecido pela prefeitura e mantêm greve por valorização salarial
- Publicado: 06/05/2026 16:42
- Alterado: 06/05/2026 16:42
- Autor: Suzana Rezende
- Fonte: FolhaPress
Em greve há mais de uma semana, trabalhadores da educação da rede municipal de São Paulo decidiram rejeitar a proposta de reajuste salarial apresentada pela gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB). Nesta quarta-feira (6), a categoria realizou um novo ato público, com concentração em frente à Secretaria Municipal de Educação, na Vila Clementino, e caminhada em direção à sede da prefeitura, no centro da capital.
A greve reúne professores, diretores, coordenadores pedagógicos, agentes escolares e auxiliares técnicos, que reivindicam melhores salários e condições de trabalho nas unidades de ensino.
Categoria cobra aumento real e melhores condições
Entre as principais demandas dos servidores está um reajuste de pelo menos 5,4%, além de 10% de aumento real e a incorporação de abonos complementares aos vencimentos. Segundo representantes sindicais, a proposta da prefeitura é considerada insuficiente diante do cenário enfrentado nas escolas, que inclui salas superlotadas, falta de profissionais e problemas de infraestrutura.
A Coordenação das Entidades Sindicais Específicas da Educação Municipal afirma que a proposta atual não atende às necessidades da categoria e mantém o que classificam como “arrocho salarial”.
Prefeitura mantém proposta e prevê descontos
A gestão municipal informou que não pretende alterar os termos apresentados. De acordo com a prefeitura, a proposta prevê reajuste baseado na inflação acumulada, com impacto estimado superior a R$ 1 bilhão por ano na folha de pagamento.
A administração também destacou investimentos realizados desde 2021 na valorização dos servidores e afirmou que seguirá a legislação vigente quanto às faltas. Ausências não justificadas durante a greve poderão ser descontadas.
Além disso, por determinação do Tribunal de Justiça, as escolas municipais devem manter funcionamento mínimo com 70% dos profissionais em atividade.
Mobilização segue sem previsão de término
Sem acordo entre as partes, a greve continua sem data definida para encerramento. A categoria afirma que novas mobilizações devem ocorrer nos próximos dias, enquanto aguarda uma possível reabertura de negociações com o Executivo municipal.