Greve na Petrobras atinge operações da Recap em Mauá
Movimento sindical afeta refinaria do ABC, mas estatal assegura manutenção do abastecimento no país.
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 15/12/2025
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
A Greve na Petrobras, deflagrada nacionalmente à meia-noite desta segunda-feira (15), registrou forte adesão na região do ABC Paulista. Em Mauá, trabalhadores da Recap (Refinaria de Capuava) interromperam a troca de turno nas primeiras horas do dia, seguindo a mobilização convocada pela FUP (Federação Única dos Petroleiros). Segundo a entidade, a unidade está entre as seis refinarias que acionaram protocolos de contingência devido à paralisação.
O movimento na Recap teve início prático às 7h, quando as equipes deixaram de realizar o revezamento padrão. A Greve na Petrobras visa pressionar a companhia por avanços nas negociações trabalhistas e, de acordo com a federação, o ato reforça o caráter nacional da disputa. Além de Mauá, unidades em Betim (MG), Duque de Caxias (RJ), Paulínia (SP), São José dos Campos (SP) e Araucária (PR) registraram cenários similares.
Impactos operacionais e adesão da categoria
Ainda durante a madrugada, a Greve na Petrobras já impactava a entrega de operação em plataformas localizadas no Espírito Santo e no Norte Fluminense. Houve também adesão integral no Terminal Aquaviário de Coari, no Amazonas. A FUP relata que a mobilização se estende a terminais de processamento de gás e bases administrativas, demonstrando a capilaridade do movimento aprovado em assembleias.
Deyvid Bacelar, coordenador-geral da FUP, destaca que a decisão pela greve foi aprovada quase por unanimidade. O dirigente atribui a paralisação à ausência de propostas concretas por parte da empresa. As principais reivindicações incluem:
- Fim dos PEDs (Planos de Equacionamento de Déficits) da Petros;
- Recuperação de direitos suprimidos em acordos anteriores;
- Alinhamento da política da empresa à soberania nacional.
Tensões e posicionamento oficial
O primeiro dia da Greve na Petrobras foi marcado por episódios de tensão. No Rio de Janeiro, dirigentes do Sindipetro Caxias foram detidos pela Polícia Militar durante ato na Reduc, sendo liberados posteriormente. A FUP classificou o episódio como uma repressão ao direito constitucional de greve. Paralelamente, aposentados e pensionistas mantêm vigília na sede da estatal no Rio, cobrando soluções para o fundo de pensão.
Em resposta ao cenário, a companhia emitiu nota oficial garantindo a normalidade do fornecimento. A empresa afirmou que a Greve na Petrobras não compromete a produção de petróleo e derivados, citando que medidas de contingência foram adotadas para assegurar o abastecimento ao mercado. A estatal reforçou que respeita o direito de manifestação e que o diálogo com as entidades sindicais permanece aberto para a conclusão do Acordo Coletivo de Trabalho.
A greve segue por tempo indeterminado, com monitoramento constante dos sindicatos nas bases operacionais de São Paulo e demais estados.