Greenpeace Brasil leva propostas de preservação da Amazônia para encontros em Belém

Instituição defende a necessidade de os governos atuarem para zerar todo e qualquer desmatamento em toda a PanAmazônia até 2030

Crédito: Gilberto Soares/MMA

O Greenpeace Brasil estará presente na Cúpula da Amazônia e nos Diálogos Amazônicos entre 4 e 9 de agosto, em Belém (PA). A organização considera que os encontros representam um momento-chave para pressionar os governos dos países amazônicos por mudanças que materializem um novo olhar para a Amazônia, com foco em respeito à biodiversidade e aos direitos humanos.

Para o Greenpeace Brasil, o momento também é de fortalecer a relação com movimentos e organizações socioambientais, instituições científicas e governos, assim como amplificar as vozes de povos indígenas, quilombolas e demais comunidades tradicionais da Pan-Amazônia.

Neste contexto, o Greenpeace Brasil espera e defende que os resultados da Cúpula da Amazônia incluam compromissos claros e concretos no sentido de:

-Construir alternativas socioeconômicas viáveis para a região, superando o atual modelo predatório, que concentra renda, produz desigualdade social e engole a floresta;

-Zerar todo e qualquer desmatamento em toda a PanAmazônia até 2030;

-Garantir uma Amazônia livre de garimpo, incluindo a desintrusão imediata das terras indígenas mais impactadas na Amazônia brasileira;

-Avançar nos processos de reconhecimento, demarcação e proteção de territórios indígenas e de comunidades tradicionais – como as comunidades quilombolas –, com fortalecimento dos mecanismos de proteção territorial;

-Assegurar consulta livre, prévia e informada aos povos indígenas e comunidades tradicionais, por meio de seus próprios protocolos de consulta, sempre que forem previstas medidas legislativas ou administrativas que possam afetar seus modos de vida;

-Estruturar políticas de prevenção, adaptação às mudanças climáticas, e resposta aos eventos extremos para as cidades amazônicas, com especial atenção a populações vulnerabilizadas;

-Rejeitar novos projetos de exploração de petróleo e promover uma transição energética justa e ecológica, que considere os aspectos geográficos e sociais da região;

-Questionar acordos de associação e comércio que colocam ainda mais pressão nas florestas e reforçam dinâmicas colonialistas;

-Criar e fortalecer políticas que estimulem a agroecologia na região e garantam a soberania e a segurança alimentar dos povos indígenas, comunidades tradicionais e população do campo.

  • Publicado: 13/02/2026
  • Alterado: 13/02/2026
  • Autor: 07/08/2023
  • Fonte: Sorria!,