Grandes da Europa caem para brasileiros
Dois grandes times da Europa já sentiram que medalhões e técnico renomado não são sinônimo de vitória garantida
- Publicado: 20/01/2026
- Alterado: 21/06/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Multiplan MorumbiShopping
A vitória do Botafogo para cima do PSG (Paris Saint-Germain), na noite de quinta-feira (19), por 1 a 0, pela segunda rodada da Copa do Mundo de Clubes da FIFA 2025, parece que abriu um caminho sem precedentes, se não pelo resultado ‘magro’, talvez pela quebra de um tabu que perdurava mais de dez anos e que, nesta sexta-feira (20), se repetiu, quando o Flamengo entrou em campo contra o Chelsea, esse mesmo que havia sido derrotado há 13 anos, que voltou a perder, e de virada, desta vez para o time carioca e não foi pelo placar mínimo, a derrota foi por 3 a 1, no estádio Lincoln Financial Field, destinado ao futebol americano do Philadelphia Eagles, na Filadélfia, Pensilvânia.

Único brasileiro nas oitavas de final do Mundial
Inclusive, por enquanto, já que a segunda rodada da fase de grupos está em andamento, o Flamengo é o único clube brasileiro que já garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de Clubes FIFA 2025.

O que parecia uma derrota iminente, se tornou um momento de apresentar, ou reapresentar ao mundo, o futebol brasileiro, temido nas décadas de 1960 e 1970, 1990 e 2000, mas que parece ter perdido o respeito internacional nos últimos anos.
O Fluminense também se deparou com um grande da Europa, o Borussia Dortmund, na primeira rodada do torneio e ficou no empate.

Jogou bem, mas ficou no empate
Ainda que o Palmeiras tenha empatado com o FC Porto, o time paulista mostrou um volume maior de jogo, assim como a Estrela Solitária e o Rubronegro carioca, que colocaram o futebol brasileiro em seu devido patamar, pelo menos por enquanto.
Agora é aguardar o final da segunda rodada de grupos para ver se o Fluminense fará valer a mesma escrita e dependerá, apenas de si, na última rodada de grupos para avançar à próxima fase da competição internacional.
Portanto, aquela velha máxima de que dinheiro compra jogadores espetaculares, e que esses entregam e conquistam tudo em campo, pode estar a cair por terra.
Fato do poder financeiro
Fato é que o poderio financeiro permite a contratação de grandes medalhões, mas a garantia de que estes estarão 100% em todos os momentos, em todas as competições e que isso significaria títulos, parece não fazer muito sentido neste novo formato de mundial.
É lógico que, se houver apostas, elas serão feitas, em grande volume, em favor dos maiores da Europa, inclusive, palco da Champions League e das ligas que mais pagam no mundo, mas o desempenho de um atleta não passa somente pela sua genialidade, habilidade, pelo cérebro pensante do camisa 10, pela garra e afinco dos zagueiros ou pelo desempenho dos meias, tampouco pelas estratégias dos técnicos, os resultados podem, sim, ser reflexos de uma noite mal dormida, um conflito no elenco, problemas pessoais e até uma combinação de todos esses ingredientes somados a decisões equivocadas dentro de campo e que resultaria em uma derrota, como nos casos do PSG e do Chelsea.
É claro que um bom técnico, um elenco recheado de estrelas e uma estrutura perfeita são necessárias e as premissas essenciais para a receita de sucesso, que quase nunca dá errado. Ah, vale ressaltar que muitos técnicos portugueses têm adotado o Brasil como sua terra de trabalho.
Mas, ainda que as ligas europeias sejam permeadas por grandes atletas de todo o mundo, o Brasil continua sendo um grande exportador desse bem precioso para o futebol, e já mostrou que pode dar trabalho e chegar mais longe neste mundial.
Será que este novo modelo de mundial, esta nova metodologia colocaria fim à supremacia europeia e estamparia na vitrine do planeta bola um novo time de outro continente?
Para saber, teremos que aguardar a final da Copa do Mundo de Clubes FIFA 2025.