Grande ABC lança 1º mapeamento da população LGBTQIA+ da região

Estudo inédito busca coletar dados sobre cidadania, identidade e desafios enfrentados para embasar políticas públicas inclusivas e combater desigualdades estruturais

Crédito: Divulgação

O Consórcio Intermunicipal Grande ABC promove o primeiro mapeamento da realidade da população LGBTQIA+ nas sete cidades da região. A pesquisa é uma iniciativa do Consórcio em parceria com a Secretaria de Justiça e Cidadania do Estado de São Paulo, por meio da Coordenação de Diversidade Sexual.

Levantamento orientará políticas públicas de inclusão

A pesquisa censitária terá caráter abrangente e pretende levantar dados sobre “identidade, cidadania, comportamento, participação política e episódios de violência e discriminação”. As informações obtidas serão fundamentais para orientar políticas públicas mais eficazes, promover inclusão e combater desigualdades estruturais que ainda impactam essa população.

Iniciativa inédita, o estudo marca um novo capítulo na “luta por direitos e visibilidade” da população LGBTQIA+ da região. A realização é feita em conjunto com a Rede Amalgamar e o Núcleo de Estudos de Gênero Esperança Garcia (NEG) da Universidade Federal do ABC (UFABC), com financiamento viabilizado por emenda parlamentar da então deputada estadual Erica Malunguinho.

Pesquisa pode ser respondida presencialmente ou online

A coleta de dados está sendo feita presencialmente, com visitas a locais de maior concentração da população LGBTQIA+ e em espaços públicos estratégicos, seguindo abordagem “respeitosa, sigilosa e ética”. Equipes capacitadas, compostas por pesquisadores da UFABC e integrantes da Rede Amalgamar, são responsáveis por aplicar os questionários e sistematizar os dados.

Além disso, há a opção de responder online, com “total sigilo e em conformidade com a LGPD”, garantindo a privacidade das pessoas participantes. Se você é pessoa LGBTQIA+ e reside no Grande ABC, pode participar voluntariamente por meio do link: https://forms.gle/EfvRo81w7Q7NU8hQ8.

A proposta é clara: “transformar invisibilidade em ação coletiva”, fortalecendo a construção de políticas públicas que reconheçam as especificidades e direitos dessa população.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 06/06/2025
  • Fonte: FERVER