Governo Lula anuncia reajuste de 15% para o Bolsa Família
Governo federal confirma atualização de 15% nos pagamentos do programa social. Medida repõe inflação e vale a partir de outubro.
- Publicado: 17/09/2026 12:06
- Alterado: 17/09/2026 12:06
- Autor: Thiago Antunes
O governo federal anunciou nesta quinta-feira (17) um reajuste de aproximadamente 15% nos pagamentos do Bolsa Família. A medida eleva o repasse mínimo de R$ 600 para R$ 691 e entra em vigor nas transferências de outubro.
O benefício médio pago às famílias em situação de vulnerabilidade saltará dos atuais R$ 675 para R$ 777. A atualização compensa a inflação acumulada desde o início do mandato atual até o mês de agosto.
Impacto financeiro do novo Bolsa Família
O Ministério do Planejamento estima que a ampliação do programa terá um custo de R$ 5,8 bilhões neste ano. A equipe econômica projeta que o impacto nas despesas saltará para R$ 22 bilhões em 2027.
“Temos segurança que o espaço fiscal é superior do que é preciso para custear essa medida”, declarou o ministro do Planejamento, Bruno Moretti. Ele garantiu que os números consolidados de disponibilidade orçamentária serão apresentados no relatório oficial do fim de setembro.
Regras de acesso e controle
Para integrar a folha de pagamento, a renda mensal por pessoa da casa precisa respeitar o limite de R$ 218. Os beneficiários devem manter os dados do Cadastro Único atualizados e cumprir compromissos nas áreas de saúde e educação.
O aprimoramento dos mecanismos de combate a fraudes ajudou a viabilizar o atual reajuste do Bolsa Família, segundo informações da pasta. O pente-fino nas contas liberou espaço no orçamento ao longo dos últimos meses.
Como funcionam os adicionais por perfil
A estrutura de repasses mantém os benefícios extras cumulativos baseados na composição do núcleo familiar. O formato prioriza o tamanho das famílias para garantir uma distribuição de recursos proporcional.
Atualmente, o repasse inclui os seguintes acréscimos:
- R$ 150 por criança de até 6 anos;
- R$ 50 por gestante;
- R$ 50 por jovem entre 7 e 18 anos incompletos;
- R$ 50 por bebê de até 6 meses.
A lei atual permite a correção dos valores em intervalos de até dois anos, sem obrigatoriedade. O governo defende que o novo desenho melhora a qualidade do gasto público ao consolidar o Bolsa Família como a principal política de transferência de renda do país.