Governo Lula avança com pacote de cortes, mas PEC dos supersalários trava
Propostas Enfrentam Barreiras no Congresso e Pressão do STF.
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 04/12/2024
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
Na última terça-feira, a Câmara dos Deputados deu um passo importante ao aprovar o requerimento de urgência para um projeto do pacote de corte de gastos do governo Lula. O projeto visa submeter novas despesas ao arcabouço fiscal, e há acordos em andamento para que o mesmo ocorra com a proposta de revisão do Benefício de Prestação Continuada (BPC). No entanto, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que aborda os supersalários ainda não avançou.
O progresso do pacote enfrenta obstáculos no Congresso Nacional, exacerbados pela decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que estabeleceu novas exigências para emendas parlamentares. A aprovação da urgência foi possível graças a recentes esforços do governo, incluindo a liberação de emendas e articulações políticas.
Apesar desses avanços, não há garantias de que todas as propostas serão aprovadas até o final do ano. A complexidade das negociações e a necessidade de definições claras dos textos legislativos contribuem para a incerteza. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, planeja complementar o pacote com propostas como a revisão da previdência dos militares e alterações no Imposto de Renda.
A situação é ainda mais complicada devido à insatisfação de partidos aliados do governo, como União Brasil e PSD. O governo está tentando amenizar as tensões prometendo liberar R$ 7,8 bilhões em emendas. Contudo, parlamentares acreditam que o desfecho ainda é incerto.
A PEC, considerada prioridade pelo governo, enfrenta uma tramitação longa e complexa. A administração busca alternativas para acelerar sua aprovação antes do recesso legislativo em 23 de dezembro. Entretanto, a falta de consenso sugere que atingir esse objetivo será desafiador.