Governo federal decreta intervenção na Segurança Pública do Rio
Decreto será publicado hoje; com medida, Exército terá responsabilidade sobre polícias do Estado. Intervenção no Rio inviabiliza votação da Previdência até o dia 28, diz Maia
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 16/02/2018
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que o governador Luiz Fernando Pezão se mostrou favorável à intervenção no Rio “na parte” em que participou da reunião realizada com o presidente Michel Temer. Maia chegou depois que a reunião com Temer e ministros já havia começado. Inicialmente, o governador teria resistido a aceitar a proposta.
Segundo Maia, Pezão tinha uma proposta parecida, mas o plano não andou. Ele disse que caberá a Temer detalhar o plano, para que ele “tenha início, meio e fim”. Maia também afirmou que o presidente queria que ele falasse mais durante a reunião, mas como o plano já estava traçado, não havia muito o que discutir.
Apesar da resistência em relação ao plano, o presidente da Câmara elogiou o nome do general Walter Braga Neto para conduzir a intervenção. “A pessoa escolhida para ser o interventor é de grande qualidade.” Ele também afirmou que muita gente no Rio está demandando uma solução, “em qualquer parte da cidade” e teve uma reunião com pessoas da sociedade civil na terça-feira de carnaval no Rio sobre a possibilidade de intervenção.
SECRETÁRIO DE SEGURANÇA AFASTADO
O secretário de Segurança, Roberto Sá, foi afastado nesta sexta-feira, 16, em consequência da intervenção federal que será decretada ainda hoje na área de segurança pública fluminense. Pezão comunicou a intervenção à cúpula da área em reunião de manhã, no Palácio Guanabara, sede do governo estadual.
O governador embarcou às 10h para Brasília, onde será assinado, pelo presidente Michel Temer, o decreto por meio do qual a União intervirá nas forças estaduais.
PEZÃO PERDE PODER
Na prática, Pezão perderá todos os seus poderes sobre as corporações policiais. Um general do Exército, Walter Braga Neto, de perfil centralizador, assumirá o comando das Polícias Civil e Militar do Estado, possivelmente com poder para nomear seus comandantes e até prender seus integrantes.