Governo busca sucessor de Ricardo Lewandowski na Justiça
Demissão de Ricardo Lewandowski foi publicada no Diário Oficial; Manoel Carlos de Almeida Neto assume a pasta interinamente.
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 10/01/2026
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
O Ministério da Justiça e Segurança Pública passa por uma troca de comando após a saída oficial de Ricardo Lewandowski. A demissão, confirmada em edição extra do Diário Oficial da União na última sexta-feira (9), encerra o ciclo do ex-ministro do STF à frente da pasta, cargo que ocupava desde fevereiro de 2024. Ricardo Lewandowski alegou motivos de caráter pessoal e familiar para deixar o posto, reafirmando em sua carta de demissão que atuou com zelo e dignidade durante o período.
Com a vacância, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva designou o secretário-executivo Manoel Carlos de Almeida Neto para a gestão interina, enquanto avalia nomes de peso para a sucessão definitiva.
Os favoritos para a sucessão de Ricardo Lewandowski
A saída de Ricardo Lewandowski abriu uma disputa de bastidores entre perfis técnicos e políticos para liderar um dos ministérios mais estratégicos do governo:
- Wellington César Lima e Silva: Jurista e atual secretário de assuntos jurídicos da Casa Civil. É visto como um nome técnico de confiança absoluta de Lula e possui forte articulação com o núcleo baiano do governo.
- Camilo Santana: O atual ministro da Educação é um dos aliados mais próximos do presidente. Sua migração para a Justiça sinalizaria uma escolha política para fortalecer a interlocução com os estados em temas de segurança pública.
- Manoel Carlos de Almeida Neto: O atual interino também corre por fora, caso o governo opte por uma solução de continuidade administrativa.
O legado no Ministério
A gestão de Ricardo Lewandowski foi marcada pela transição após a saída de Flávio Dino para o STF. Durante seu mandato, o foco esteve na reestruturação da segurança pública e no fortalecimento da inteligência no combate ao crime organizado. Sua última agenda oficial antes da demissão foi a participação na cerimônia de 8 de janeiro, simbolizando o compromisso com a defesa das instituições democráticas.
O presidente Lula deve aproveitar o fim de semana para consultas políticas finais, com a expectativa de que o novo titular da Justiça seja anunciado nos próximos dias para evitar um vácuo prolongado na coordenação da segurança nacional.