Governo avalia alternativa para ‘;regra de ouro’
Prevista na Constituição a regra proíbe o governo de fazer operações de crédito para pagar despesas como salários e aluguéis. O descumprimento pode levar a crime de responsabilidade fiscal
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 24/01/2018
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
Em entrevista ao Estadão/Broadcast, o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira disse que não há jeito de cumprir a regra sem a adoção de medidas alternativas ou da alteração da norma, o que exige mudança por meio de Proposta de Emenda à Constituição (PEC).
“Estamos fazendo estudos para aplicação da regra de ouro no Orçamento de 2019. A conclusão hoje é de que a regra será uma restrição para o governo”, disse o ministro. Na sua avaliação, é melhor aproveitar o momento de dificuldades para adotar uma série de ações e solucionar o problema. “Esse é caminho que devemos tomar.” Ele destacou que é preciso continuar no processo de gestão dura e restritiva das contas públicas para que voltem a fechar no azul, o chamado superávit primário. “Isso vai levar de dois a três anos”, previu.
Para este ano, não haverá problema de cumprimento da regra de ouro. A necessidade de recursos para o cumprimento da regra será menor do que os R$ 180 bilhões previstos inicialmente. Segundo o ministro, o BNDES vai pagar os R$ 130 bilhões necessários para cumprir a regra em 2017.
Para evitar atritos com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o presidente Michel Temer suspendeu as negociações de mudança na regra. Mas a área técnica continua preparando propostas para solucionar o problema.
Corte. O governo decidiu antecipar o contingenciamento das despesas do Orçamento para que os órgãos federais tenham uma avaliação mais real da disponibilidade de recursos ao longo do ano, disse Oliveira – o mais comum é o governo anunciar o corte em março e fazer um decreto preventivo no início do ano.
Segundo o ministro, a primeira revisão, com o valor do corte, será anunciada na semana que vem ou, no mais tardar, nos primeiros dias de fevereiro. O valor ainda não está decidido, mas não será elevado como no ano passado, quando chegou a R$ 42 1 bilhões.
Ele disse que, se o governo deixasse os ministérios sem essa margem até março, os órgãos públicos ficariam com o Orçamento completamente disponível nesse ano de eleições. Pela regra eleitoral, a partir de 30 de junho ficam vedadas novas transferências para Estados e municípios. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.