Governo anuncia TV 3.0: como vai funcionar a nova TV aberta no Brasil
Descubra a revolução da TV 3.0 no Brasil: qualidade 4K, interatividade e acessibilidade transformando a televisão aberta até 2026!
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 27/08/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Teatro Sérgio Cardoso
Na quarta-feira, dia 27, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) revelou a criação da TV 3.0, uma iniciativa que visa modernizar a televisão aberta no Brasil através da integração com a internet e melhorias significativas na qualidade de som e imagem.
A implementação deste novo sistema requer que as emissoras de televisão realizem a fase preparatória até o final deste ano, com previsão para as primeiras transmissões no primeiro semestre de 2026, inicialmente nas principais capitais do país. O investimento total para a execução desta nova política é de R$ 7,5 milhões.
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Conforme informações do Ministério das Comunicações, o projeto de expansão até a cobertura total do território nacional pode levar até 15 anos e será gratuito para as emissoras que optarem por aderir ao novo sistema.
Para utilizar os novos recursos na tecnologia atual das televisões, os usuários precisarão adquirir conversores específicos que ainda estão em fase de desenvolvimento, estimando-se um prazo de cerca de um ano para sua conclusão. Vale ressaltar que a substituição das antenas não será obrigatória neste primeiro momento.
Como vai funcionar a TV 3.0
A TV 3.0 promete oferecer qualidade de imagem em 4K e 8K, além de som imersivo e recursos de acessibilidade destinados a pessoas com deficiência. Entre as inovações estão funcionalidades como a possibilidade de retornar programas ao vivo e buscar produtos exibidos durante a programação.
Este anúncio marca um dos primeiros atos do novo Ministro das Comunicações, Frederico Siqueira Filho, que assumiu o cargo em abril deste ano após a saída de Juscelino Filho devido a acusações de corrupção passiva apresentadas pela Procuradoria-Geral da União.
Diferentemente da migração obrigatória da TV analógica para a digital ocorrida em 2007, a adesão à TV 3.0 não é compulsória. No entanto, a interatividade que essa nova tecnologia proporciona já era esperada pelas emissoras como uma forma de mitigar a contínua perda de receita publicitária para plataformas digitais.
O decreto assinado por Lula também introduz a Plataforma Comum de Comunicação Pública e Governo Digital, que reunirá conteúdos públicos e informações governamentais em um único ambiente acessível através da TV 3.0.
O sistema adotará a tecnologia ATSC 3.0, conforme as orientações do Fórum do Sistema Brasileiro de Televisão Digital Terrestre. Este fórum é uma entidade sem fins lucrativos composta por representantes dos setores de radiodifusão, universidades, centros de pesquisa e desenvolvimento, além de fabricantes do setor.
O ATSC 3.0 abrange um conjunto abrangente de padrões técnicos que incluem desde transmissão de áudio e vídeo até interatividade e mensagens de emergência. Essa tecnologia permitirá que as emissoras se adaptem às demandas do mercado e às inovações tecnológicas em constante evolução.
A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) será responsável pelo planejamento das faixas de frequência necessárias para garantir uma transição tecnológica eficaz.
De acordo com o governo federal, a introdução desse novo recurso pode facilitar a entrada de novos radiodifusores no mercado, promovendo um setor mais democrático e acessível. O Ministro Sidônio Palmeira, da Secom (Secretaria de Comunicação da Presidência), destacou em seu discurso o compromisso do governo com a melhoria da qualidade das transmissões e reforçou o caráter nacionalista dessa inovação tecnológica.