Republicanos governará 35,5% da população brasileira em 2027
O partido Republicanos assumirá o controle de estados que concentram mais de um terço de toda a população brasileira a partir de 2027.
- Publicado: 26/10/2026 07:55
- Alterado: 26/10/2026 07:56
- Autor: Thiago Antunes
Os governadores eleitos no segundo turno das eleições de 2026 definiram o novo cenário político do Brasil para os próximos quatro anos. O Republicanos governará a maior parcela da população brasileira a partir de janeiro de 2027. Os candidatos vitoriosos da legenda assumirão os estados de São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso e Espírito Santo.
O domínio do partido abrange 35,5% da população brasileira, segundo estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgadas em agosto. O Partido Liberal (PL) e o Partido dos Trabalhadores (PT) ocupam as posições seguintes no ranking demográfico nacional.
PL lidera o número de governadores eleitos no país

Apesar de administrar uma fatia menor da população, o PL formou a maior base estadual entre os governadores eleitos neste pleito. A sigla garantiu o comando de seis unidades federativas, superando os concorrentes diretos em volume absoluto de chefes estaduais.
O levantamento detalha a quantidade de gestores que cada sigla conseguiu emplacar nas urnas:
- PL: 6 governadores
- PSD: 5 governadores
- PT: 4 governadores
- Republicanos: 4 governadores
- PP: 4 governadores
- PSDB: 2 governadores
- MDB: 1 governador
- Podemos: 1 governador
População governada por cada legenda
A distribuição demográfica mostra uma forte concentração de poder na região Sudeste pelas cúpulas partidárias. A contagem utiliza como base os dados populacionais oficiais verificados até o início de julho.
Abaixo, a proporção de habitantes sob a gestão de cada legenda:
- Republicanos: São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso e Espírito Santo (75.740.341 pessoas, ou 35,5% da população)
- PL: Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rondônia e Roraima (51.242.292 pessoas, ou 24% da população)
- PT: Bahia, Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte (31.048.037 pessoas, ou 14,5% da população)
- PSD: Pernambuco, Maranhão, Sergipe, Amapá e Amazonas (24.085.867 pessoas, ou 11,5% da população)
- PP: Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Paraíba e Acre (11.026.935 pessoas, ou 5,15% da população)
- Podemos: Pará (8.756.324 pessoas, ou 4,1% da população)
- MDB: Goiás (7.495.033 pessoas, ou 3,5% da população)
- PSDB: Alagoas e Tocantins (4.817.122 pessoas, ou 2,25% da população)
Lista oficial das vitórias estaduais
Os eleitores escolheram os 27 nomes responsáveis pelas administrações locais. A relação de governadores eleitos confirma a força de agremiações de centro e de direita no panorama político nacional.
Confira o desempenho detalhado de cada candidato vitorioso:
PL (Partido Liberal)
- Douglas Ruas, no Rio de Janeiro (50,88% dos votos)
- Jorginho Mello, em Santa Catarina (68,98% dos votos)
- Arthur Henrique, em Roraima (69,13% dos votos)
- Marcos Rogério, em Rondônia (56,86% dos votos)
- Zucco, no Rio Grande do Sul (58,05% dos votos)
- Sérgio Moro, no Paraná (50,10% dos votos)
PSD (Partido Social Democrático)
- Omar Aziz, no Amazonas (61,42% dos votos)
- Fábio Mitidieri, no Sergipe (59,28% dos votos)
- Dr. Furlan, no Amapá (62,75% dos votos)
- Eduardo Braide, no Maranhão (54,05% dos votos)
- Raquel Lyra, em Pernambuco (53,26% dos votos)
PT (Partido dos Trabalhadores)
- Rafael Fonteles, no Piauí (70,88% dos votos)
- Jerônimo Rodrigues, na Bahia (55,61% dos votos)
- Elmano de Freitas, no Ceará (53,11% dos votos)
- Cadu de Lula, no Rio Grande do Norte (50,77% dos votos)
Republicanos
- Tarcísio de Freitas, em São Paulo (62,65% dos votos)
- Otaviano Pivetta, no Mato Grosso (60,77% dos votos)
- Cleitinho, em Minas Gerais (55,41% dos votos)
- Lorenzo Pazolini, no Espírito Santo (52,17% dos votos)
PP (Progressistas)
- Eduardo Riedel, no Mato Grosso do Sul (67,07% dos votos)
- Mailza Assis, no Acre (66,21% dos votos)
- Lucas Ribeiro, na Paraíba (64,30% dos votos)
- Celina Leão, no Distrito Federal (57,18% dos votos)
PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira)
- Vincentinho Júnior, no Tocantins (64,52% dos votos)
- JHC, em Alagoas (52,13% dos votos)
MDB (Movimento Democrático Brasileiro)
- Daniel Vilela, em Goiás (59,17% dos votos)
Podemos
- Dr. Daniel, no Pará (51,44% dos votos)
O encerramento do ciclo de votações consolida a nova divisão de forças regionais. O desempenho administrativo e as decisões dos governadores eleitos ditarão os rumos das políticas públicas nos estados até o final da década.