Governador do Rio propõe cooperação internacional para combater tráfico de armas
90% dos fuzis apreendidos vêm dos EUA
- Publicado: 15/01/2026
- Alterado: 13/05/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Fever
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Durante uma reunião realizada nesta segunda-feira (12) em Nova Iorque com representantes do Escritório das Nações Unidas para Assuntos de Desarmamento (Unoda), o governador Cláudio Castro apresentou propostas para estreitar a colaboração com a entidade, visando o enfrentamento do tráfico de armas no Estado do Rio de Janeiro.
Castro destacou que aproximadamente 90% dos fuzis apreendidos até agora em 2024 são provenientes dos Estados Unidos, e que estes armamentos ingressam no Brasil através das fronteiras com Paraguai, Colômbia e Chile, ressaltando que o Rio de Janeiro não possui produção interna de armamentos.
Além disso, o governador enfatizou a preocupação com a comercialização de peças destinadas à montagem de armamentos, bem como com a venda de munições. “Estamos aqui buscando apoio para estabelecer um diálogo com as indústrias fabricantes, a fim de restringir a venda desses componentes para países onde não há um controle eficaz sobre essa comercialização. Acreditamos que, ao combater esse tipo de crime no Rio de Janeiro, estaremos contribuindo para um esforço maior em todo o Brasil e até em outras nações”, afirmou.
Para reforçar as iniciativas de combate à entrada ilegal de armas e drogas, o governo do estado implementou o programa Guardião de Divisas. Esta estratégia inclui a instalação de portais eletrônicos nas fronteiras com outros estados, equipados com câmeras inteligentes e scanners.
De acordo com informações do governo estadual, nos primeiros três meses deste ano, as forças de segurança conseguiram apreender 1.490 armas de fogo, sendo 230 delas fuzis. Desde 2021, 2.364 fuzis foram retirados das mãos do crime organizado; somente no ano passado, foram confiscados 732 fuzis, representando uma média de quase duas armas pesadas por dia.
Além disso, os secretários de Segurança Pública, Victor dos Santos, e da Polícia Civil, Felipe Curi, apresentaram um dossiê ao conselheiro do Departamento de Estado Americano, Ricardo Pita, e a representantes do Consulado Americano. Este documento contém informações sigilosas que buscam assegurar a classificação das lideranças da facção criminosa Comando Vermelho (CV) como terroristas.
A interação com autoridades americanas é vista como um passo significativo para fortalecer o combate ao crime organizado, especialmente nas áreas relacionadas à lavagem de dinheiro e ao tráfico internacional de armas e drogas. O dossiê evidencia que facções como Comando Vermelho e Primeiro Comando da Capital (PCC) possuem conexões globais e estabelece vínculos entre esses grupos e organizações como Hezbollah e a máfia italiana.