Google inaugura na USP novo centro focado em IA e cibersegurança
Novo espaço no Instituto de Pesquisas Tecnológicas aproxima gigante da tecnologia da academia para criar soluções globais de segurança.
- Publicado: 27/05/2026 08:53
- Alterado: 27/05/2026 09:14
- Autor: Thiago Antunes
- Fonte: Google
O Google abriu nesta quarta-feira (27) um centro de engenharia de software no Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), localizado na Universidade de São Paulo (USP). O espaço foca na criação de ferramentas de privacidade, proteção de dados e acessibilidade para o mercado global.
A iniciativa marca a expansão da empresa no Brasil quase 20 anos após o lançamento do polo de Belo Horizonte. O líder das novas instalações recebeu a tarefa de montar um time especializado em defesas contra ameaças cibernéticas. “A minha missão era abrir esse centro para criar uma equipe de ponta aqui dentro”, explicou Alex Freire, diretor sênior da companhia.
Foco do Google engloba inteligência artificial e proteção
O avanço das ferramentas generativas trouxe complexidade extra para o setor. Criminosos utilizam essas inovações tecnológicas para criar táticas sofisticadas de invasão e roubo de informações. A multinacional dedicará parte de seus cerca de 400 profissionais paulistas para estruturar barreiras contra ataques em massa.
As equipes de desenvolvimento garantem o bloqueio de conteúdos ilegais antes de atingirem o público final. A aproximação do Google com a comunidade acadêmica permite acelerar as pesquisas voltadas para a proteção infantil e o combate a fraudes financeiras.
O complexo abriga o primeiro braço latino-americano do programa global de engenharia de segurança da marca. O mercado brasileiro apresenta alta adoção de sistemas digitais governamentais e bancários, como o Pix e o Gov.br, cenário propício para testes práticos. “Estamos lutando fogo contra fogo”, alertou Freire sobre o enfrentamento direto aos cibercriminosos.
Soluções locais e acessibilidade aberta ao público
Engenheiros brasileiros já projetaram funções ativas em celulares operantes no mundo todo. O bloqueio automático de tela após detecção de movimentos bruscos exemplifica um produto originado de problemas reais de criminalidade urbana no país. O laboratório da capital paulista pretende multiplicar a exportação dessas patentes.
O prédio do Google também destina uma área permanente para testes práticos de tecnologias assistivas. O ambiente funcionará com portas abertas para assegurar que pessoas com deficiência participem do processo criativo das novas plataformas de forma direta.
Laboratórios parceiros e startups dividirão os corredores com os programadores da gigante de buscas. Essa arquitetura colaborativa facilita a captação de talentos universitários de diferentes instituições, sem firmar contratos exclusivos. O objetivo central do Google permanece fixado em transformar a inteligência local em defesas vitais para usuários de todos os continentes.