Goiânia recebe 36ª Bienal de São Paulo pela 1ª vez em março

A abertura da mostra itinerante em Goiânia marca um momento histórico para a cultura goiana, com obras de artistas nacionais e internacionais.

Crédito: Governo de Goiás/Divulgação

Pela primeira vez em sua história, o Estado de Goiás passará a integrar o prestigiado circuito da maior mostra de arte do Hemisfério Sul. A partir do dia 3 de março, a capital Goiânia será o ponto de partida do programa de mostras itinerantes da 36ª Bienal de São Paulo, intitulada “Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática”. A exposição ocupará o Museu de Arte Contemporânea de Goiás (MAC Goiás), no Centro Cultural Oscar Niemeyer, permanecendo aberta ao público até o dia 19 de abril.

A chegada do evento a Goiânia é fruto de uma parceria estratégica entre o Governo de Goiás, por meio das secretarias de Cultura (Secult) e da Retomada, e a Fundação Bienal de São Paulo. Além da exibição de obras consagradas, a programação inclui um robusto ciclo educativo, com palestras, visitas mediadas e formações voltadas para estudantes e professores da rede local.

Diálogo curatorial e artistas locais no cenário de Goiânia

Diferente de uma réplica exata do que foi visto no Pavilhão Ciccillo Matarazzo, em São Paulo, a mostra em Goiânia foi reconfigurada pelo curador Thiago de Paula Souza para dialogar com o território local. Um dos grandes destaques é a inclusão de nomes vinculados a Goiás, como a artista Sallisa Rosa e o aclamado coletivo Sertão Negro, que dividirão espaço com participantes internacionais do quilate de Oscar Murillo, Adama Delphine Fawundu e Song Dong.

Para Thiago de Paula Souza, iniciar a itinerância por Goiânia reforça a proposta da Bienal de explorar novas paisagens e temporalidades. “No MAC Goiás, o programa se reconfigura a partir do espaço e do diálogo com as práticas locais que atravessam o museu”, reflete o curador, pontuando que a “humanidade como prática” ganha novas camadas neste encontro.

Impacto econômico e fortalecimento da cultura goiana

Goiânia receberá 36ª Bienal do Livro – Divulgação

A secretária de Estado da Cultura, Yara Nunes, destaca que a escolha de Goiânia para abrir o roteiro de 2026 — que passará por mais de dez cidades no Brasil e no exterior — comprova a maturidade da infraestrutura cultural do estado. “Receber a Bienal em Goiânia reflete o compromisso do Governo com o fortalecimento da cultura como eixo estratégico de desenvolvimento. É um evento que movimenta o turismo e a economia criativa”, ressalta.

Andrea Pinheiro, presidente da Fundação Bienal, reforça que a expansão para o Centro-Oeste é um passo fundamental para a descentralização do circuito artístico brasileiro. Segundo a diretoria, o objetivo é garantir que os debates propostos no Pavilhão continuem a reverberar em públicos diversos, fortalecendo o acesso à arte contemporânea fora do eixo Rio-São Paulo.

Programação educativa e acesso gratuito

Museu de Arte Contemporânea de Goiás - Divulgação
Museu de Arte Contemporânea de Goiás – Divulgação

Consolidado há mais de uma década, o programa de itinerâncias da Bienal busca democratizar a produção artística de ponta. Em Goiânia, o público terá a oportunidade única de conferir instalações, fotografias e pinturas de artistas como Márcia Falcão, Juliana dos Santos e Alberto Pitta.

As ações educativas presenciais e online prometem transformar o MAC Goiás em um centro de efervescência crítica durante os quase dois meses de exposição. Com a infraestrutura do Centro Cultural Oscar Niemeyer à disposição, a expectativa é de que Goiânia registre um recorde de público para eventos de artes visuais no estado em 2026.

  • Publicado: 03/02/2026
  • Alterado: 03/02/2026
  • Autor: 07/02/2026
  • Fonte: Pocah