Globo de Ouro 2026: Relembre brasileiros vencedores e indicados
A 83ª cerimônia destaca "O Agente Secreto" e reafirma o talento nacional. Confira os brasileiros que marcaram a história da premiação.
- Publicado: 20/01/2026
- Alterado: 11/01/2026
- Autor: Redação
- Fonte: Farol Santander São Paulo
O Globo de Ouro chega à sua 83ª edição neste domingo (11) com o cinema brasileiro em posição de prestígio internacional. O filme “O Agente Secreto” lidera a representação nacional concorrendo em três categorias de peso, reafirmando a força cultural do país no cenário externo.
Sob a direção de Kleber Mendonça Filho, a obra disputa os prêmios de Melhor Filme de Drama e Melhor Filme Internacional. O protagonismo de Wagner Moura também recebe reconhecimento, colocando o ator na corrida pela estatueta de Melhor Ator em Filme de Drama. Essa visibilidade atual não é um caso isolado, mas sim a continuação de um legado construído ao longo de décadas no Globo de Ouro.
Histórico do Brasil no Globo de Ouro soma 21 indicações
A trajetória nacional na premiação acumula números expressivos. Desde a criação da cerimônia, o Brasil recebeu 21 nomeações e conquistou três vitórias históricas. A relação do país com o Globo de Ouro começou a brilhar em 1960, com o clássico “Orfeu Negro“.
Dirigido por Marcel Camus, o longa adaptou a peça de Vinícius de Moraes e venceu como Melhor Filme Internacional. Embora a estatueta tenha sido creditada à França (coprodutora), o elenco e a alma da obra eram brasileiros. Quase quarenta anos depois, “Central do Brasil” (1999) garantiu a primeira vitória 100% nacional na mesma categoria, consagrando Walter Salles no palco do Globo de Ouro.
Recentemente, a premiação reconheceu o talento feminino da família Torres-Montenegro. Se Fernanda Montenegro bateu na trave em 1999, sua filha, Fernanda Torres, fez história na edição passada (2025). Pelo filme “Ainda Estou Aqui”, ela conquistou o prêmio de Melhor Atriz em Filme de Drama, um marco celebrado por todo o setor audiovisual que acompanha o Globo de Ouro.
Grandes nomes que marcaram época na premiação
Entre as décadas de 1970 e 2000, diversas produções nacionais figuraram entre os finalistas. Obras como “Dona Flor e seus Dois Maridos” (1976), “Pixote” (1980) e “O Beijo da Mulher Aranha” (1985) consolidaram a presença do Brasil.
Sônia Braga é um capítulo à parte nessa história. A atriz acumula três indicações ao Globo de Ouro:
- 1985: Melhor Atriz Coadjuvante por “O Beijo da Mulher Aranha”;
- 1989: Melhor Atriz Coadjuvante por “Luar Sobre Parador”;
- 1994: Melhor Atriz Coadjuvante (Série/Filme para TV) por “Amazônia em Chamas”.
A virada do milênio também trouxe reconhecimento para diretores e outras produções aclamadas. Títulos como “Cidade de Deus” (2003) e “Diários de Motocicleta” (2005) disputaram a categoria de filme internacional. Em 2006, Fernando Meirelles foi nomeado a Melhor Diretor por “O Jardineiro Fiel”, ampliando o prestígio dos cineastas brasileiros no Globo de Ouro.
A retomada com Wagner Moura e novas expectativas
A edição de 2026 marca um novo auge. Wagner Moura, agora indicado por “O Agente Secreto”, já possui intimidade com a premiação. Em 2016, ele disputou a estatueta por sua interpretação visceral de Pablo Escobar na série “Narcos”.
A presença constante de brasileiros nas listas finais demonstra a maturidade da indústria nacional. Com a cerimônia deste domingo, o público aguarda ansiosamente para ver se o Brasil ampliará sua estante de troféus. Independentemente do resultado, a indicação tripla já inscreve “O Agente Secreto” na história do Globo de Ouro.