Glauber Braga ocupa mesa diretora da Câmara e é retirado à força
Deputado ocupou a mesa diretora e sessão foi interrompida; votação decisiva ocorre na quarta-feira.
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 09/12/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Sorria!,
Policiais legislativos retiraram Glauber Braga (PSOL-RJ) da mesa diretora da Câmara dos Deputados de maneira compulsória na tarde desta terça-feira. A ação ocorreu após o parlamentar se recusar a deixar o posto, o que resultou no imediato esvaziamento do plenário e na interrupção da transmissão oficial da TV Câmara.
O presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), informou que a possibilidade de cassação do mandato de Glauber Braga será debatida pelo plenário. O deputado enfrenta acusações de agressão física contra um manifestante dentro das dependências do Legislativo, fato que gerou o atual processo disciplinar.
Restrições à imprensa e contexto da ocupação
Além do corte na transmissão, a cobertura jornalística sofreu limitações, com profissionais da imprensa sendo retirados do local durante o incidente. A ocupação da mesa por Glauber Braga ocorreu no início da sessão, momento em que se previa a discussão de pautas sensíveis, incluindo uma possível votação sobre a redução de penas para Jair Bolsonaro e condenados pela tentativa de golpe.
Segundo Hugo Motta, o destino político de Glauber Braga deve ser decidido em breve. O parlamentar já possui um parecer pela perda do mandato aprovado pelo Conselho de Ética desde abril, e seu recurso à Comissão de Constituição e Justiça foi negado. O deputado Chico Alencar, colega de partido, demonstrou indignação com a pauta repentina para esta quarta-feira (10), classificando-a como uma surpresa negativa.

Histórico de tensões e agressões
A representação contra Glauber Braga foi protocolada pelo Partido Novo em abril de 2024. A denúncia envolve relatos de confrontos físicos com Gabriel Costenaro, integrante do MBL, e o deputado Kim Kataguiri (União-SP). Vídeos e testemunhos fundamentam a acusação de que a discussão evoluiu para agressões físicas.
Em sua defesa, Glauber Braga argumenta que reagiu a provocações sistemáticas e ofensas proferidas contra sua falecida mãe. O conflito extrapolou o ambiente interno da Câmara, exigindo intervenção policial externa.
No Departamento de Polícia Legislativa, novos atritos foram registrados entre o psolista e Kim Kataguiri. O relator do caso, Paulo Magalhães, concluiu em seu parecer que houve quebra do Código de Ética, citando imagens do sistema de monitoramento que confirmam as agressões, justificando a cassação de Glauber Braga.