Gigantes da estrada aceleram com força, tecnologia e renovação
Do domínio do Delivery 11.180 à expansão dos modelos a gás, elétricos e urbanos, o mercado de caminhões ganha potência e diversidade nas pistas brasileiras
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 21/07/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Sorria!,
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No acumulado do primeiro semestre deste ano, o caminhão Volkswagen Delivery 11.180 desbancou os modelos extrapesados, habituais líderes de vendas, e assumiu a dianteira no ranking de caminhões novos no Brasil. O médio da Volkswagen obteve 3.069 emplacamentos entre janeiro e junho e superou as 2.656 unidades vendidas no mesmo período pelo pesado Volvo FH 540, que desde 2019 é o caminhão mais vendido do país – uma escalada que reflete também o crescimento da participação do segmento de médios no mercado total. O Delivery 11.180 tem a maior capacidade de carga do segmento, com PBT de 10.800 quilos, e a maior plataforma de carga da categoria. O modelo produzido em Resende (RJ) adota motor de 180 cavalos e 61,2 kgfm de torque e oferece opção de transmissão automatizada. “Historicamente o caminhão preferido de sua faixa, o Delivery 11.180 tem ampliado sua participação nos últimos meses, puxado especialmente por aplicações para baú carga geral e carga seca, que juntas representam quase 70% de sua demanda. Nichos como frigorífico, isotérmico, plataforma de autossocorro e tanque também movimentam essa alta”, comemora Giulianno Nasi, supervisor de Marketing de Produto.
Gás para poluir menos

A capital do Mato Grosso do Sul, Campo Grande, investe na sustentabilidade urbana com a entrega oficial de três caminhões Scania movidos a gás natural veicular (GNV) para a Solurb, concessionária municipal de limpeza da cidade. A iniciativa representa um marco na modernização da frota municipal, substituindo veículos movidos a diesel por modelos com tecnologia mais limpa. O caminhão escolhido foi o G 280 XT 4×2, com motor Euro 6, de 9,0 litros, que pode receber tanto gás natural comprimido quanto biometano em qualquer proporção. As potências oferecidas para a linha de caminhões Scania movidos a gás são 280, 340, 420 e 460 cavalos. O G 280 XT 4×2 desenvolve torque de 127,6 kgfm, enquanto seu peso bruto total combinado (PBTC) chega a 40 toneladas. “A Scania é a pioneira na tecnologia de caminhões movidos a gás natural comprimido e/ou biometano no Brasil. Começamos as vendas em 2019, e até agora já superamos as 1.500 unidades negociadas, sendo mais de 150 para a coleta de resíduos”, afirma Daniel Bandeira, gerente de Vendas de Soluções de Transporte da Scania Operações Comerciais Brasil.
Negócios de chassis

A Volkswagen Caminhões e Ônibus entregou 42 chassis Volksbus 17.230 para a Paraty Mobilidade. Com mais de 40 anos de história, a Paraty Mobilidade atua desde 1982 conectando pessoas e destinos a partir da cidade paulista de Ibaté. A empresa começou suas operações com linhas rodoviárias para São Carlos, Araraquara e Itirapina, e desde então, diversificou sua atuação para segmentos como transporte coletivo urbano, fretamento privado e público, transporte escolar e intermunicipal. O Volksbus 17.230 S é equipado com motor de 4,6 litros, com 230 cavalos de potência e torque de 86,6 kgfm, além de contar com transmissão manual de 6 velocidades ou, opcionalmente, automática de 8 marchas. Com capacidade para receber carrocerias de até 13,2 metros, o modelo transporta até 42 passageiros na configuração urbana, atendendo às demandas do transporte coletivo.
Renovação

O Citroën Jumper 2026 chega ao mercado com nova motorização e visual renovado, que inclui atualizações no design da carroceria e da cabine. Mais econômico que a versão anterior, o modelo está disponível nas versões Cargo (habilitada para CNH categoria B), Furgão e Minibus. As vendas tiveram início este mês e os preços começam em R$ 280.990, na versão Furgão, e chegam a R$ 384.990, na Minibus Luxo. O exterior do Jumper recebeu nova grade frontal e faróis reformulados. Para-choque, grade do radiador e espelhos foram redesenhados para melhorar a aerodinâmica. A cabine também foi atualizada. Todas as variantes do Jumper passam a ser equipadas com o novo motor de 2,2 litros, com quatro cilindros em linha, que entrega 140 cavalos e torque de 35,6 kgfm. A motorização é combinada à transmissão manual de 6 marchas, com embreagem monodisco a seco e acionamento hidráulico. “O modelo está 8% mais econômico que o anterior e tem autonomia para rodar 10,8 km/l na cidade e 10,4 km/l na estrada, contribuindo para reduzir os custos operacionais”, explica Felipe Daemon, vice-presidente da marca Citroën para a América do Sul. A opção de cor de carroceria de série continua sendo Branco Banquise e, para o Jumper 2.2 Minibus Comfort e o Jumper 2.2 Minibus Luxo, será ofertada a cor Cinza Grafito como opcional.