Gigantes da estrada aceleram com força, tecnologia e renovação

Do domínio do Delivery 11.180 à expansão dos modelos a gás, elétricos e urbanos, o mercado de caminhões ganha potência e diversidade nas pistas brasileiras

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No acumulado do primeiro semestre deste ano, o caminhão Volkswagen Delivery 11.180 desbancou os modelos extrapesados, habituais líderes de vendas, e assumiu a dianteira no ranking de caminhões novos no Brasil. O médio da Volkswagen obteve 3.069 emplacamentos entre janeiro e junho e superou as 2.656 unidades vendidas no mesmo período pelo pesado Volvo FH 540, que desde 2019 é o caminhão mais vendido do país – uma escalada que reflete também o crescimento da participação do segmento de médios no mercado total. O Delivery 11.180 tem a maior capacidade de carga do segmento, com PBT de 10.800 quilos, e a maior plataforma de carga da categoria. O modelo produzido em Resende (RJ) adota motor de 180 cavalos e 61,2 kgfm de torque e oferece opção de transmissão automatizada. “Historicamente o caminhão preferido de sua faixa, o Delivery 11.180 tem ampliado sua participação nos últimos meses, puxado especialmente por aplicações para baú carga geral e carga seca, que juntas representam quase 70% de sua demanda. Nichos como frigorífico, isotérmico, plataforma de autossocorro e tanque também movimentam essa alta”, comemora Giulianno Nasi, supervisor de Marketing de Produto.

Gás para poluir menos

Caminhões Scania modelo G 280 XT 4x2 movidos a gás natural veicular (gnv) da Solurb
Caminhões Scania modelo G 280 XT 4×2 movidos a gás natural veicular (gnv) da Solurb (Divulgação)

A capital do Mato Grosso do Sul, Campo Grande, investe na sustentabilidade urbana com a entrega oficial de três caminhões Scania movidos a gás natural veicular (GNV) para a Solurb, concessionária municipal de limpeza da cidade. A iniciativa representa um marco na modernização da frota municipal, substituindo veículos movidos a diesel por modelos com tecnologia mais limpa. O caminhão escolhido foi o G 280 XT 4×2, com motor Euro 6, de 9,0 litros, que pode receber tanto gás natural comprimido quanto biometano em qualquer proporção. As potências oferecidas para a linha de caminhões Scania movidos a gás são 280, 340, 420 e 460 cavalos. O G 280 XT 4×2 desenvolve torque de 127,6 kgfm, enquanto seu peso bruto total combinado (PBTC) chega a 40 toneladas. “A Scania é a pioneira na tecnologia de caminhões movidos a gás natural comprimido e/ou biometano no Brasil. Começamos as vendas em 2019, e até agora já superamos as 1.500 unidades negociadas, sendo mais de 150 para a coleta de resíduos”, afirma Daniel Bandeira, gerente de Vendas de Soluções de Transporte da Scania Operações Comerciais Brasil.

Negócios de chassis

Chassi de ônibus Volkswagen Volksbus 17.230
Chassi de ônibus Volkswagen Volksbus 17.230 (Divulgação)

A Volkswagen Caminhões e Ônibus entregou 42 chassis Volksbus 17.230 para a Paraty Mobilidade. Com mais de 40 anos de história, a Paraty Mobilidade atua desde 1982 conectando pessoas e destinos a partir da cidade paulista de Ibaté. A empresa começou suas operações com linhas rodoviárias para São Carlos, Araraquara e Itirapina, e desde então, diversificou sua atuação para segmentos como transporte coletivo urbano, fretamento privado e público, transporte escolar e intermunicipal. O Volksbus 17.230 S é equipado com motor de 4,6 litros, com 230 cavalos de potência e torque de 86,6 kgfm, além de contar com transmissão manual de 6 velocidades ou, opcionalmente, automática de 8 marchas. Com capacidade para receber carrocerias de até 13,2 metros, o modelo transporta até 42 passageiros na configuração urbana, atendendo às demandas do transporte coletivo.

Renovação

Furgão Citroën Jumper 2026
Furgão Citroën Jumper 2026 (Divulgação)

O Citroën Jumper 2026 chega ao mercado com nova motorização e visual renovado, que inclui atualizações no design da carroceria e da cabine. Mais econômico que a versão anterior, o modelo está disponível nas versões Cargo (habilitada para CNH categoria B), Furgão e Minibus. As vendas tiveram início este mês e os preços começam em R$ 280.990, na versão Furgão, e chegam a R$ 384.990, na Minibus Luxo. O exterior do Jumper recebeu nova grade frontal e faróis reformulados. Para-choque, grade do radiador e espelhos foram redesenhados para melhorar a aerodinâmica. A cabine também foi atualizada. Todas as variantes do Jumper passam a ser equipadas com o novo motor de 2,2 litros, com quatro cilindros em linha, que entrega 140 cavalos e torque de 35,6 kgfm. A motorização é combinada à transmissão manual de 6 marchas, com embreagem monodisco a seco e acionamento hidráulico. “O modelo está 8% mais econômico que o anterior e tem autonomia para rodar 10,8 km/l na cidade e 10,4 km/l na estrada, contribuindo para reduzir os custos operacionais”, explica Felipe Daemon, vice-presidente da marca Citroën para a América do Sul. A opção de cor de carroceria de série continua sendo Branco Banquise e, para o Jumper 2.2 Minibus Comfort e o Jumper 2.2 Minibus Luxo, será ofertada a cor Cinza Grafito como opcional.

  • Publicado: 13/02/2026
  • Alterado: 13/02/2026
  • Autor: 21/07/2025
  • Fonte: Sorria!,