Giallos apresenta segundo disco e anuncia shows de lançamento

Show de lançamento de Amor Só De Mãe com participação de Lê Almeida (Transfusão Noise Records, RJ), acontece no 74 Club em Santo André

Crédito:

Giallos é cria da contracultura do ABC paulista, nascido e criado pelas ruas e becos da cidade de Santo André. Perambula pelas noites entoando acordes altos de blues de encruzilhada enquanto versos libertários são vociferados, amplificados pela percussão que, sozinha, é um espetáculo para se assistir com cuidado.

Na época do primeiro álbum, ¡Contra! (2013), o trio ultrapassou algumas barreiras do underground e chegou ao palco do Sesc Pompéia, onde foi consolidada a importância e audácia do Giallos: uma banda de poder no discurso e no instrumental.

Agora que a banda chega ao segundo disco de estúdio, Amor Só De Mãe, as barreiras devem cair ainda mais. Um trabalho contundente, explícito, barulhento. Os versos, feitos para pensar em nossa atual conjuntura político-social, dão o tema chave do trabalho enquanto a linguagem musical vocifera uma angústia presa no peito há tempos: a de que vivemos na sombra do sistema, catando migalhas e sentindo os pesares da opressão travestida de democracia.

Amor Só De Mãe é a História sendo contada em forma de canção. Ouça atentamente faixas como “Eles”, “Baobá Blues” e “Movimento” para sacar que a mensagem é dura, direta. Envolva-se com o ritmo e o improviso de “Dança Macabra”, pense na figura deturpada da paz em “Pombo Bomba”, na mentalidade vendida de “Memento Mori”: mais atuais que as cartilhas escolares e os diários de notícia. “Amor Só De Mãe”, a faixa título, fala de ludibriação religiosa e da figura do deus-pai, que perpetua o machismo e o patriarcado.

Giallos foi além do óbvio para continuar escrevendo sua trajetória. Temas corriqueiros não se valem quando há tanto para explorar com seriedade. Uma seriedade que tem tudo para ferir, mas que, ao final, liberta.

Um ato anti-heróico, o novo disco foi pensado para o formato k7 e tem 30 minutos cravados, com cinco faixas de cada lado. Punk na essência e lo-fi na estética, o álbum foi gravado ao vivo com a intenção de ser visceral e explosivo, traduzindo bem o que é o Giallos.

Imprescindível para o 2016 dos brasileiros, Amor Só De Mãe começa a ser divulgado com shows já marcados pelo ABC paulista e pela cidade de São Paulo. A promessa é de ser uma experiência irreparável para o público.

ACOMPANHE A AGENDA DE SHOWS:
15/4: 74 Club (Santo André) – com participação de Lê Almeida (Transfusão Noise Records)
23/4: Zapata (SP) – com La Carne e Duo Mutual
29/4: Hotel Bar (SP) – com Luvbugs (RJ)
30/4: Red Light (Santo André) – com Otis Trio, Projetonave, Nalesso & Fundação
06/5: Associação Cultural Cecília (SP) – com Vermes do Limbo
18/6: Tendal da Lapa (SP) – Dia da Música
14/7: Centro Cultural São Paulo (SP) – com Lê Almeida
29/7: Gambalaia (Santo André) – com Lenin

FICHA TÉCNICA:
Giallos – Amor só de Mãe – 2016
Gravado e produzido por Lê Almeida e João Casaes no Escritório (RJ) em janeiro de 2016
Masterizado por João Casaes
Artes por Flavio Lazzarin
Todas as músicas por Giallos exceto “Eu Era Um Lobisomem Adolescente” (Rorschach/Interior/Giallos) e “Pombo Bomba” (Hot Snakes/Pezão/Giallos)
Guitarra noise em “Eu Era Um Lobisomem Adolescente” por Lê Almeida
Lançado pela Zumbidor Recs (SP) e Transfusão Noise Records (RJ)

Giallos é:
Claudio Cox – vocal, theremin, cassiotonefuzz
Flavio Lazzarin – bateria
Luiz Eduardo Galvão – guitarra

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 12/04/2016
  • Fonte: FERVER