Gestão orquestrada: reger para gerir

Lançamento da nVersos aproxima maestros e líderes empresariais

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No meio do empreendedorismo, todos almejam ótimos resultados e buscam, por meio de segredos, uma gestão eficiente e equilibrada. A eficácia de uma liderança é constatada no produto final, já que houve todo um processo por trás da produção que influencia diretamente no resultado. O mesmo acontece com a música clássica, as apresentações são fruto de seleções, ensaios, entre outras tantas decisões que interferem na execução perfeita.

Foi se afastando da batuta e reparando na influência, importância e nas responsabilidades de um regente que surgiu o livro Do Gesto à Gestão – Um diálogo sobre maestros e liderança, pela maestrina Rita Fucci-Amato e pelo maestro Martinho Lutero Galati, com prefácio do maestro isaac Karabtchevsky.

Na obra, a função do regente é desmistificada, contraposta à visão romântica, muitas vezes assimilada ao maestro, e comparada ao empreendedor, responsável pela gestão de equipes de trabalho em corporações. “A realidade da regência vai além dos muros da sala de ensaios. E, sobretudo, no trabalho do dia a dia do maestro é que há mais a se aprender sobre administração e liderança”, constata Martinho Lutero.

“Na prática da regência, nós acabamos aprendendo a ter uma postura mais pró-ativa, a prevenir, a resolver qualquer problema o quanto antes. Para manter nossa organização em movimento, precisamos fazê-la vibrar, mudando tons, posições, estratégias”, afirma Rita.

Publicado pela editora nVersos, o livro questiona: Em que medida os gerentes são regentes de suas equipes? De que modo os maestros são líderes sobre o pódio, mas também além do palco? Motivar, superar as metas das empresas e as expectativas dos clientes, empreender, inovar em projetos, produzir sinergia, criatividade e excelentes resultados são atividades que cada vez mais se somam na figura mítica do maestro. Sempre em busca das analogias maestro–líder e regente–gerente, palavras como orquestra, coro, ritmo e batuta tornam-se metáforas para equipe, time, qualidade, motivação.

Do Gesto à Gestão explora as experiências dos autores e traz o contraponto das histórias de grandes maestros do século XX, como o indiano Zubin Mehta e o austríaco Herbert von Karajan, cujas falas permeiam todo o livro para expor o seu trabalho sobre o pódio, mas também antes do palcos. Para isso, Martinho Lutero e Rita revezam suas impressões no debate de cada capítulo. O livro, portanto, funciona como uma conversa, e a cada capítulo um novo tema é apresentado.

Entre os variados temas traçados na obra estão a ética e a estética, os desafios do trabalho de equipe, a construção de decisões, sustentabilidade e cultura organizacional, negociação, estratégia e inovação. Até paralelos entre música e futebol e entre técnicos e maestros (no capítulo Do gesto ao jogo) estão inseridos num dos capítulos orquestrados e geridos pelos autores.

A obra torna-se múltipla pela linguagem direta e leve pelo tom de conversa, seja para um executivo ou gerente, seja para um maestro ou amante da música com interesse em aprender mais sobre gestão. E a discussão se expande para o blog, também chamado Do Gesto à Gestão (dogestoagestao.blogspot.com), onde o leitor encontra músicas, imagens e vídeos complementares ao conteúdo do livro.

Sobre o lançamento:

O evento de lançamento do livro será realizado em dois locais. O primeiro acontece no dia 12 de abril, às 19 horas, na Livraria Cultura do Shopping Villa Lobos. Depois haverá outro na Sala São Paulo, no auditório da Sala Carlos Gomes, no dia 27 de abril, às 11 horas. Em ambos haverá uma apresentação do Coro Luther King, vencedor do prêmio APCA de 2012, criado pelo maestro Martinho Lutero.