Gestão Hídrica em SP economiza 1,2 mi de caixas d’água
Novo sistema de 7 faixas reduz consumo em 7 mil litros por segundo, operando atualmente na faixa 3.
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 29/10/2025
- Autor: Redação
- Fonte: PMM
O Governo de São Paulo implementou um novo sistema de gestão hídrica que já demonstra resultados expressivos: uma economia diária de água superior a 1,2 milhão de caixas d’água de 500 litros (ou 50,4 mil por hora). Esse volume é fruto de uma metodologia preventiva lançada na última sexta-feira (24).
O modelo inovador ajusta o uso racional da água com base nos níveis dos reservatórios e nas condições climáticas, estabelecendo sete faixas de operação com ações específicas para cada cenário de abastecimento.
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Como funciona a Faixa 3 atual?
No momento, o estado opera na faixa 3 do sistema, que aplica a chamada Gestão de Demanda Noturna (GDN) por 10 horas. Esta fase da gestão hídrica foca em intensificar campanhas de conscientização e ajustar a pressão da rede de distribuição em horários de baixo consumo.
A medida é crucial para reduzir perdas e promover um uso mais eficiente dos recursos. O objetivo central deste novo modelo de gestão hídrica é trazer previsibilidade às decisões e impedir que o consumo sobrecarregue os mananciais.
Um sistema dinâmico e preventivo
O sistema permite uma quantificação precisa do impacto de cada ação. Conforme Thiago Mesquita Nunes, diretor-presidente da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp), a economia é escalonada: “Uma GDN de 8 horas resulta em cerca de 6.000 litros economizados por segundo; 10 horas alcançam 7.000 litros por segundo; 12 horas, aproximadamente 8.000 litros por segundo, e assim sucessivamente”.
Nunes complementou: “É um processo dinâmico e preventivo, que preserva o equilíbrio do sistema.”
O monitoramento é feito pela SP Águas, que analisa em tempo real os níveis dos reservatórios e as projeções de chuva para os próximos 12 meses. As decisões são tomadas com base nesses dados atualizados. A gestão hídrica adota regras claras: ações preventivas só são aplicadas após sete dias consecutivos em uma faixa, e o relaxamento das medidas ocorre após 14 dias de melhora contínua. Essa abordagem garante previsibilidade e segurança.
A importância da colaboração popular
A nova política estadual representa um avanço na proteção dos mananciais, alinhando o planejamento de gestão hídrica com projeções de longo prazo. A economia vista na faixa 3 reflete a eficiência da integração entre tecnologia, regulação e prevenção.
Contudo, o sistema também possui um forte caráter educativo. Campanhas de conscientização reforçam que a colaboração da sociedade é um pilar essencial para o sucesso da gestão hídrica. A integração entre o poder público e a responsabilidade individual é fundamental.
Ações diárias simples têm grande impacto. Por exemplo, reduzir um banho de 15 para 5 minutos diminui o consumo de 150 para 50 litros. Em uma família de três pessoas, isso pode gerar uma economia mensal de 9 mil litros. Fechar a torneira ao escovar os dentes, ensaboar toda a louça antes de enxaguar e usar a máquina de lavar roupa apenas com carga total são outras atitudes cruciais.
Entenda as 7 faixas do novo sistema
O novo modelo de gestão hídrica de SP é dividido em sete níveis de atuação, que vão da prevenção ao cenário extremo:
- Faixa 1: Prevenção, foco no consumo consciente e início do Regime Diferenciado de Abastecimento (RDA).
- Faixa 2: Níveis em queda; implantação da Gestão de Demanda Noturna (GDN) de 8 horas.
- Faixa 3 (Atual): Cenário de atenção; GDN ampliada para 10 horas e mais campanhas de conscientização.
- Faixa 4: Reservatórios abaixo da curva de segurança; redução de pressão por 12 horas.
- Faixa 5: Níveis críticos; redução de pressão por 14 horas e priorização de serviços essenciais.
- Faixa 6: Criticidade alta; redução de pressão por 16 horas.
- Faixa 7: Cenário extremo; rodízio regional e apoio de caminhões-pipa para serviços prioritários.
Monitoramento transparente
A SP Águas oferece acompanhamento permanente dos indicadores hidrológicos. Os dados estão disponíveis à população por meio de um aplicativo (em fase piloto) e em uma página online com boletins da Sala de Situação. A plataforma também informa sobre declarações de escassez hídrica e situações de calamidade.