Gestão hídrica de SP tem novo modelo foca em proteção
Secretária detalha metodologia que prioriza planejamento, transparência e prevenção de crises.
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 28/10/2025
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
O Governo de São Paulo implementou um novo modelo de gestão hídrica que equilibra a proteção de mananciais com a qualidade do abastecimento para a população. A secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende, explicou que a nova metodologia, apresentada na última sexta-feira (24), fortalece o planejamento, a transparência e a prevenção na política estadual de recursos hídricos.
“O objetivo é sempre ter a proteção dos nossos mananciais e, ao mesmo tempo, garantir o equilíbrio na qualidade da prestação dos serviços”, afirmou Resende em entrevista ao programa SP em 3, 2, 1, da Agência SP.
Ela detalhou que o novo modelo de gestão hídrica analisa de forma integrada os períodos de seca, chuva e a próxima estiagem. Isso permite ao governo agir com maior previsibilidade e antecipar ações de segurança hídrica.
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Monitoramento em Sete Níveis
A nova metodologia estabelece sete faixas de acompanhamento para diferentes níveis de criticidade. Cada faixa define ações específicas para proteger os reservatórios e garantir o abastecimento, criando um escalonamento de medidas conforme a contingência.
“Desta forma, a gente consegue ter um escalonamento de medidas a depender da contingência. É mais uma medida do Estado de São Paulo em prol do planejamento e da prevenção”, explicou Natália.
Este modelo, focado na estabilidade do Sistema Integrado Metropolitano (SIM) que atende a Grande SP, varia de “prevenção” a “contingência controlada”. As ações incluem gestão de demanda noturna e redução de pressão na rede. Rodízio e caminhões-pipa só estão previstos em cenários excepcionalmente críticos.
Resiliência Maior que na Crise de 2014

A secretária enfatizou que a gestão hídrica atual oferece uma segurança muito maior do que a enfrentada na grave crise de abastecimento de 2014-2015.
“Hoje o cenário é muito diferente, porque temos uma resiliência muito maior do nosso sistema”, disse.
Segundo Resende, essa resiliência é fruto de obras estruturantes cruciais. Ela citou a transposição Jaguari-Atibainha, o Sistema São Lourenço e a expansão da Estação de Tratamento de Água (ETA) do Rio Grande. Essas obras melhoraram a integração dos sistemas e a capacidade de resposta na estiagem, otimizando a gestão hídrica metropolitana.
Investimentos e Ações Futuras
O governo já entregou uma ampliação de 400 litros por segundo na ETA Rio Grande este ano e prevê mais 500 L/s até o próximo ano.
“Até o ano que vem, teremos mais 5.700 litros por segundo no sistema, em virtude dos investimentos realizados com o novo contrato da Sabesp”, destacou a secretária.
Além da capital, o Estado investe na segurança hídrica regional. Natália mencionou o desassoreamento de mais de 150 cursos d’água e as barragens de Amparo e Pedreira, beneficiando 5,5 milhões de pessoas na região de Campinas. A melhora na gestão hídrica é uma prioridade clara, reforçada por investimentos que superam R$ 650 milhões desde 2023, via Fundo Estadual de Recursos Hídricos (Fehidro).
“Desde 2023, a gente estabeleceu uma estratégia climática com governança robusta e ações de curto, médio e longo prazo, sempre com planejamento e transparência”, afirmou. A secretária concluiu reforçando o foco da gestão hídrica estadual: “A gente vem fazendo um planejamento muito bem estabelecido, com todos os atores, de forma participativa e transparente, para proteger nossos recursos e cuidar das pessoas.”