São Paulo reformula gestão escolar
A Seduc-SP reestrutura gestão escolar a partir de 2026, ajustando gestores ao número de alunos e implementando novos coordenadores pedagógicos
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 28/11/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Sorria!,
A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) anunciou uma reestruturação significativa na gestão das escolas estaduais, a ser implementada a partir de 2026. Essa iniciativa faz parte de um pacote abrangente de reformas administrativas, visando aprimorar a eficiência e o desempenho educacional nas unidades escolares.
Reforma na Educação em São Paulo: novas regras de gestão escolar
De acordo com o novo modelo proposto, a quantidade de gestores nas escolas será proporcional ao número de alunos matriculados. As instituições com até 200 estudantes contarão com um diretor, um coordenador pedagógico, um gerente de organização escolar e um agente de organização escolar. Para as escolas que atendem entre 201 e 500 alunos, haverá a inclusão de um vice-diretor e a possibilidade de um a três agentes adicionais. Nas unidades com mais de 501 matrículas, o quadro de gestão se expandirá gradativamente, podendo alcançar até três vezes o número atual nas escolas que possuem mais de 1.500 alunos.

Segundo Renato Feder, secretário da Educação paulista, esta reforma é uma resposta direta às solicitações feitas por escolas e unidades regionais, que relataram dificuldades na administração das instituições com grandes corporações estudantis e docentes. “O objetivo é redistribuir os gestores escolares e o apoio administrativo de maneira mais justa, garantindo que cada escola tenha uma equipe pedagógica adequada às suas necessidades”, afirma Feder.
Além disso, uma nova abordagem será adotada para os coordenadores de gestão pedagógica por área de conhecimento. Atualmente designados para supervisionar as atividades acadêmicas específicas, esses profissionais serão substituídos por professores articuladores por área de conhecimento (PAAC). A carga horária atribuída a esses educadores será baseada no número total de docentes, permitindo que até seis professores participem nas instituições maiores. Essa nova função estará disponível para todos os professores que tenham aulas designadas.
