Geraldo Alckmin destaca redução de tarifas dos EUA

Geraldo Alckmin avalia decisão como “positiva” para exportadores brasileiros

Crédito: Agência Brasil

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) afirmou neste sábado (15) que o recuo parcial dos Estados Unidos no tarifaço aplicado a produtos brasileiros representa um avanço importante nas negociações comerciais entre os dois países. A ordem executiva assinada pelo presidente americano, Donald Trump, reduz tarifas de diversos itens agrícolas e já está em vigor.

Também ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin tem liderado as conversas com Washington e credita o recuo a um esforço conjunto entre governo brasileiro, governo americano e empresários dos dois países.

Redução parcial das tarifas e impacto nas exportações

Geraldo Alckmin fala sobre redução das tarifas dos Estados Unidos - Marcelo Camargo/Agência Brasil
Geraldo Alckmin fala sobre redução das tarifas dos Estados Unidos – Marcelo Camargo/Agência Brasil

Segundo Geraldo Alckmin, antes da decisão dos EUA, 23% das exportações brasileiras para o país tinham tarifa zero; agora, o índice subiu para 26%. Ele afirma que o governo brasileiro seguirá atuando para ampliar a redução tarifária, citando o caso do café, cuja taxa caiu de 50% para 40%, mas ainda é considerada elevada.

“Vamos continuar trabalhando para reduzir mais”, diz Geraldo Alckmin

“O presidente Lula sempre orientou diálogo e negociação. O Brasil quer resolver. Também há a sensibilidade do governo americano, que reduziu custos a seus consumidores, e a iniciativa privada que tem ajudado”, disse Alckmin.
Ele destacou ainda que o Brasil é o maior fornecedor de café arábica aos EUA e que a tarifa atual “não faz sentido”.

Como ficam as tarifas após a nova decisão dos EUA

De acordo com Geraldo Alckmin, o cenário atual das exportações brasileiras para os EUA é o seguinte:

  • 42% dos produtos têm alíquota zero ou de 10%;
  • 24% têm tarifa de 50%, como ocorre com outros países;
  • 33% estavam com taxa de 50%, agora reduzida para 40% após a ordem de Trump.

Esses 33%, segundo o vice-presidente, são o principal foco da diplomacia brasileira daqui em diante.

O que mudou na ordem executiva assinada por Donald Trump

Entenda a medida

Na sexta-feira (14), Trump assinou uma ordem executiva suspendendo tarifas recíprocas aplicadas em abril, que acrescentavam 10% sobre produtos estrangeiros. A decisão vale de forma retroativa para mercadorias importadas desde 13 de novembro.

Entre os itens que deixam de pagar a tarifa recíproca estão:

  • Carnes bovinas e vísceras: carcaças, cortes variados e vísceras em diferentes formas de conservação;
  • Frutas e vegetais: tomate, jicama, fruta-pão, chuchu, mandioca, inhame, taioba, entre outros;
  • Nozes e castanhas: coco, castanha-do-pará, castanha de caju, macadâmia, pinhão;
  • Bebidas e suplementos: suco de laranja, água de coco, suco e preparações de açaí;
  • Especiarias: café (torrado, não torrado e descafeinado), chá, mate, pimentas, canela, baunilha e açafrão.

Alívio para o agronegócio brasileiro

A decisão reduz parte do impacto do tarifaço de 50% imposto em agosto, composto pela tarifa recíproca de 10% somada a uma sobretaxa adicional de 40%. O agronegócio brasileiro vinha acumulando perdas com o custo adicional para exportar aos EUA.

Próximos passos na agenda comercial de Geraldo Alckmin

Geraldo Alckmin reforçou que o Brasil seguirá pressionando pela redução dos 40% restantes, especialmente nos setores em que o país é líder global de fornecimento. Ele também destacou que a equipe econômica continuará monitorando o impacto da medida e avaliando oportunidades para avançar em novos acordos.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 15/11/2025
  • Fonte: Secult PMSCS