Geração de empregos continua em trajetória de queda
O Indicador Antecedente de Emprego* recuou 0,8 ponto de junho para julho deste ano, atingindo 94,7 pontos (escala de zero a 200) e chegou ao menor nível desde dezembro de 2016 (90 pontos)
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 07/08/2018
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
O indicador teve a quinta queda consecutiva. Desde o segundo trimestre de 2014, início da crise econômica, o indicador não recuava por cinco meses consecutivos, de acordo com a Fundação Getulio Vargas (FGV). O Iaemp é medido com base na expectativa de consumidores e de empresários da indústria e dos serviços, em relação ao futuro do mercado de trabalho.
“O Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) continua sua trajetória de queda, convergindo para níveis próximos da média histórica prévia a crise (87 pontos). Este fato mostra que a geração de emprego ao longo dos próximos meses deverá ser mais modesta, relacionando-se com o crescimento econômico mais moderado do que o previamente esperado”, disse o economista do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), Fernando de Holanda Barbosa Filho, em nota.
O Indicador Coincidente de Desemprego (ICD), que busca refletir a opinião dos consumidores sobre o mercado de trabalho atual, no entanto, apresentou melhora.
O ICD tem uma escala invertida, ou seja, quanto menos pontos registrar, melhor é a situação do mercado de trabalho. O indicador recuou 1 ponto de junho para julho e atingiu 96,1 pontos em uma escala de zero a 200 pontos (em que zero é a melhor situação).
Para a FGV, apesar da melhora no ICD, a pesquisa sinaliza para um mercado de trabalho bastante difícil.
*Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) antevê os movimentos da população ocupada para os próximos meses através de uma combinação de séries da Sondagem da Indústria, Serviços e do Consumidor. (Fonte FGV)