Gemini supera 750 milhões de usuários mensais e acirra disputa de IA
Relatório do 4º tri de 2025 confirma salto de 100 milhões de usuários no trimestre e aproxima Google do topo do mercado global.
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 05/02/2026
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
O crescimento acelerado do Gemini consolidou a ferramenta como um dos pilares centrais da estratégia de inteligência artificial da Alphabet em 2025. Dados revelados no relatório de ganhos do quarto trimestre apontam que o chatbot ultrapassou a marca histórica de 750 milhões de usuários ativos mensais (MAUs). O número reflete a agressiva estratégia de expansão do Google, que busca disputar a liderança absoluta no setor de IA generativa contra concorrentes estabelecidos.
A adoção massiva ocorre em um intervalo curto. No trimestre anterior, o Google havia reportado 650 milhões de usuários, indicando um ganho líquido de 100 milhões de novas contas ativas em apenas três meses.
A ascensão do Gemini frente à concorrência global
Embora os números sejam expressivos, o mercado de inteligência artificial permanece altamente competitivo. O Gemini ainda persegue o atual líder do segmento, o ChatGPT, que encerrou 2025 com uma base estimada em 810 milhões de usuários.
No entanto, a solução do Google já abriu uma vantagem confortável sobre outros rivais de peso. A Meta AI, por exemplo, reportou recentemente possuir cerca de 500 milhões de usuários mensais. A atual trajetória de crescimento sugere que a distância entre o topo do ranking e a solução da Alphabet está diminuindo rapidamente.
Analistas de mercado atribuem esse salto de popularidade ao lançamento do Gemini 3. O modelo mais recente da empresa promete entregar respostas com níveis inéditos de profundidade e nuance, corrigindo limitações das versões anteriores.
Sundar Pichai, CEO da Alphabet, classificou a introdução do modo de IA avançada como um “driver positivo” fundamental para os resultados. Durante a conferência, o executivo reforçou:
“O lançamento do Gemini 3 foi um grande marco e temos um grande impulso. Nossos modelos ‘first-party’, como o Gemini, agora processam mais de 10 bilhões de tokens por minuto por meio do uso direto da API por nossos clientes.”
Estratégias de monetização e novos hardwares
Para sustentar essa infraestrutura colossal, a empresa diversifica suas fontes de receita e acessibilidade. O recém-lançado plano Google AI Plus, precificado a US$ 7,99 mensais, visa atrair consumidores sensíveis a preço que buscam recursos premium do Gemini.
Embora o plano econômico tenha chegado ao mercado tarde demais para impactar significativamente os números do quarto trimestre, a expectativa é que ele impulsione a base de assinantes ao longo de 2026. Philipp Schindler, diretor de negócios do Google, afirmou aos investidores que o foco permanece na conversão dos níveis gratuitos para assinaturas pagas.
O sucesso do Gemini reflete diretamente na saúde financeira da holding. A Alphabet ultrapassou pela primeira vez a barreira de US$ 400 bilhões em receita anual. Para garantir a independência técnica e reduzir custos operacionais, o Google também apresentou sua nova geração de chips aceleradores de IA, batizada de Pau-ferro (Ironwood), posicionada para competir diretamente com o hardware da Nvidia.
Com investimentos robustos em processamento proprietário e uma base de usuários em franca expansão, a batalha pela hegemonia da IA entra em uma nova fase. O mercado aguarda agora para ver se o ritmo de adoção será suficiente para que o Gemini assuma a liderança global ainda no próximo semestre.