GCMs de Mauá fazem capacitação em Atendimento Pré-Hospitalar

Capacitação realizada com equipe do SAMU vai alcançar 220 profissionais, com o propósito de prepará-los para situações emergenciais

Crédito: Evandro Oliveira

A enfermeira do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), Márcia Wada, foi a responsável pela primeira parte do curso de Atendimento Pré-Hospitalar para a Guarda Civil de Mauá (GCM), realizado nesta sexta-feira (3), no Centro de Formação de Professores Dr. Miguel Arraes. A primeira turma teve 25 do total de 220 profissionais, já que é necessário seguir uma escala para não inviabilizar o serviço da corporação. O curso é resultado de parceria entre as Secretarias de Saúde e Segurança Pública.

Para o curso, além da parte teórica, a enfermeira levou equipamentos, como um desfibrilador, e quatro bonecos para simulação de procedimentos. Sob sua orientação, os guardas puderam encenar o atendimento de um parto e de paradas cardíacas e respiratórias em bebê, criança e adulto.

O mais antigo gcm de Mauá, o inspetor Iziquiel Moraes, integra o efetivo há 34 anos. Ele participou de toda a atividade com bastante interesse, e relembrou várias das ocorrências que atendeu ao longo dos anos. “Teve um caso em que a gestante morava com os pais e escondeu a gravidez. Na hora, o pai cercou nossa viatura na avenida Barão de Mauá, de madrugada. Quando entramos, ela estava no banheiro e o bebê nascendo”, relatou. Além da assistência, ainda foi preciso administrar a situação.

Todos os guardas estiveram bastante atentos às dicas da enfermeira do SAMU. “Vocês podem dar assistência, mas não podem transportar o paciente. Isso está na Lei. De 20% a 40% dos óbitos ocorrem por erro no pré-atendimento hospitalar”, enfatizou Márcia, reforçando que, no caso de um processo, o juiz pode entender que o guarda é responsável pelo que pode ter ocorrido com a vítima no caso desse transporte.

Outro destaque considerado importante pelos guardas foi no conteúdo ‘Cinemática do Trauma’, ou seja, a cena que o profissional encontra no local do ocorrido. Ela mostrou com slides o exemplo de uma colisão de automóvel em um poste. “Só com essa imagem vocês podem pensar quais as possíveis lesões e a gravidade. E a vítima não pode ser liberada até a chegada do socorro”, explicou Márcia Wada.

“O ideal é a gente não fazer nada que não pode, entender até aonde podemos agir”, avaliou o gcm Paulo Henrique Gil, há 11 anos na GCM de Mauá. Para ele, “o principal é buscar os 80% de chance de garantir a vida da vítima liberando suas vias aéreas até que a ambulância chegue”, considerou no caso de acidente de carro.

O curso com as demais turmas de guardas civis municipais ocorre até outubro, sempre no Centro de Formação de Professores.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 16/08/2023
  • Fonte: FERVER