GCMs das sete cidades se unem e tem início a Operação Força Azul Marinho
Operação Força Azul Marinho não tem prazo para terminar e visa coibir crimes nas divisas
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 02/07/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Teatro SABESP FREI CANECA
Com redução de 20% nos índices de roubos em São Bernardo, de janeiro até julho, de acordo com o Major Topalian, secretário de Segurança Pública da cidade, mais um passo foi dado para manter ações com foco na prevenção e combate ao crime, mas, desta vez, em uma ação que integra os sete municípios e encabeçada pelo Consórcio Intermunicipal Grande ABC, na tarde desta sexta-feira (29), teve sequência o Programa ABC +Seguro, quando a Operação Força Azul Marinho foi deflagrada.

A operação é uma ação que envolve as GCMs (Guardas Civis Municipais) das sete cidades do ABC, e que tem como alvo as divisas dos municípios.
Vindo de uma reunião, em que conversava com o governo do Estado de São Paulo sobre Segurança, o prefeito Marcelo Lima falou como presidente do órgão regional, e comentou o trabalho do Consórcio.

“O Consórcio Intermunicipal Grande ABC vem, desde o dia 1º de janeiro, reforçando as relações, as interlocuções para e entre as cidades do Grande ABC e também fora dela”, explicou o podemista.
Marcelo afirmou que as discussões em andamento para a região do ABC e com o Estado de São Paulo ganharam força, inclusive, em âmbito nacional para busca de recursos para garantir mais benefícios aos agentes.
Quantos guardas e quantas viaturas na operação?
Major Topalian mensurou o efetivo de guardas que está nas ruas, número de viaturas, e não deu prazo para o fim da operação.

“São mais de duzentos guardas nesse momento que estão participando da operação especificamente, e mais de cinquenta veículos estão nas ruas fazendo essa operação com foco nas divisas dos municípios. Carros, hoje, excepcionalmente, por conta do tempo. Hoje, a operação inicia, passa durante todo o final de semana e aí vai prosseguindo como a gente já vem fazendo nas outras operações”, comentou o major.

Primeira ação que integra as GCMs das sete cidades
Esta é a primeira ação em conjunto entre as sete cidades, depois dos retornos de São Bernardo e São Caetano ao órgão, que envolve todas as GCMs, e o presidente do Consórcio comentou o momento.

“Agora, essa operação, vem muito do que decidimos em gestão no Consórcio, em fazer essa interlocução entre as guardas civis municipais. Isso é muito importante para que vocês possam fazer o diálogo Diadema com São Bernardo, Diadema com São Caetano, São Caetano com São Bernardo, São Caetano com Santo André, Mauá com Ribeirão e assim por diante. Nós vamos estar entrosados num time só que quer o melhor para aqueles que vivem aqui”, celebrou Marcelo, a sinergia entre as GCMs e os prefeitos.
A operação é fruto do termo de cooperação assinado pelas cidades integrantes da entidade regional e que coloca em prática o que estava no papel, além das iniciativas para capacitação, valorização, e os avanços em tecnologia, monitoramento, inteligência e comunicação, temas tratados entre os secretários de cada cidade.
Redução de roubos
Topalian celebrou a queda em um dos indicadores, mas sabe que a falta de segurança ainda é um câncer a ser curado no Brasil.

“Temos uma redução significativa dos indicadores criminais na nossa região. Desde o início do ano, posso citar, especificamente São Bernardo do Campo, mais de vinte por cento dos roubos foram reduzidos, que são os crimes mais graves, mas a Segurança Pública continua sendo um grande problema para a população”, reconhece o major.
Lei que não mantém criminoso na cadeia
Sobre as características das divisas, são feitos apontamentos diferentes e individuais, já que cada uma delas traz a sua particularidade, e Topalian lamentou a ineficiência das leis em manter um criminoso encarcerado.
“A gente tem vários benefícios para os criminosos, que são legítimos, que são vários que têm em outros países. Mas, muitas vezes, isso acaba devolvendo rapidamente o criminoso para a rua e faz com que a população tenha uma sensação de impotência”, lamenta o secretário.

O major usou como exemplo um caso estarrecedor recente de um crime hediondo contra uma mulher, e que o algoz saiu pela porta da frente da delegacia.
“Tivemos no nosso município de um jovem de 20 anos que estuprou uma menina de 13 anos e, na audiência de custódia, esse jovem saiu. A família dessa jovem nos procurou perguntando que justiça é essa? Que país é esse, que o jovem está na rede social falando sobre o que fez e a moça em casa e vai ter isso para o resto da vida dela. Então nós temos que trabalhar para evitar”, disse ele.