Galípolo destaca necessidade de sustentabilidade fiscal

Presidente do BC destaca a importância da sustentabilidade fiscal para atrair investimentos no Brasil em cenário de crise global.

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No último sábado, 7, durante um evento promovido pela Esfera no Guarujá, o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, enfatizou que a apresentação de um compromisso com a sustentabilidade fiscal pode posicionar o Brasil como um atrativo significativo para novos investimentos em um cenário global marcado pelo aumento da dívida pública na maioria dos países.

Galípolo considerou como um avanço positivo a recente manifestação do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que expressou interesse em promover uma agenda estrutural voltada para a melhoria da trajetória das contas públicas e do endividamento nacional. Contudo, ele destacou que os agentes econômicos permanecem cautelosos e aguardam desdobramentos concretos dessa discussão.

“Atualmente, o mundo enfrenta sérios desafios relacionados à sustentabilidade das dívidas. O impacto de crises significativas, como a pandemia e conflitos geopolíticos — incluindo uma guerra na Europa — resultou em uma expansão fiscal sem precedentes e no aumento da necessidade de endividamento entre os países”, observou Galípolo, referindo-se à queda na demanda global por títulos de dívida.

O presidente do BC acrescentou que, ao sinalizar um compromisso com a sustentabilidade fiscal, o Brasil poderia se destacar favoravelmente na atração de investimentos, capitalizando suas vantagens competitivas em meio ao cenário econômico atual.

Em relação à política monetária, Galípolo ressaltou que, apesar das críticas que possam surgir, essas decisões são tomadas de maneira autônoma. Por outro lado, a política fiscal requer um processo de negociação com diferentes stakeholders, incluindo ministérios e os poderes Legislativo e Executivo. Ele defendeu que esse processo deve ser amplamente aceito pela sociedade brasileira.

Quando questionado sobre o impacto da reação do mercado ao aumento das alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) na atuação do Banco Central, Galípolo reafirmou que a comunicação oficial é o único canal pelo qual a autoridade monetária se manifesta. Ele reiterou o compromisso do BC em manter flexibilidade e cautela diante das incertezas econômicas.

“Estamos nos preparando para a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) com todas as opções abertas e atentos aos dados disponíveis”, concluiu Galípolo.

  • Publicado: 13/02/2026
  • Alterado: 13/02/2026
  • Autor: 07/06/2025
  • Fonte: Sorria!,