Gabrielli diz que todas as decisões na Petrobras são coletivas

O ex-presidente da Petrobras disse nesta quinta-feira em depoimento à CPI da Câmara que Paulo Roberto Costa Pedro Barusco, admitiram que as comissões de licitação funcionavam corretamente

Crédito: Agência Petrobras de Notícias

José Sérgio Gabrielli detalhou os procedimentos de concorrência e alegou que havia práticas usuais para evitar sobrepreços em contratos.

Ele repetiu que sua gestão ampliou o poder de auditoria, mas que ainda assim era difícil detectar irregularidades em relações diretas com fornecedores.

“Eles fizeram negociações ilícitas na relação direta com o fornecedor. Não era possível que se captasse essa situação. Estamos na terceira CPI do Congresso Nacional, o que significa que na vida cotidiana é quase impossível perceber isso”, argumentou.

O ex-presidente da estatal argumentou que auditorias estão em constante aperfeiçoamento, mas que não têm poder de polícia. Se a auditoria encontra irregularidades, encaminha a órgãos competentes, explicou.

Segundo Gabrielli, o potencial para corrupção está relacionado à quantidade de transações que envolvem a estatal. Antes, Gabrielli fez uma explanação sobre o Conselho de Administração da Petrobras e repetiu que na estatal não há decisões individuais, que todas as decisões são coletivas.

Gabrielli disse que o Congresso foi sábio em aprovar a mudança do marco regulatório do pré-sal e que o modelo está sob ameaça atualmente.

No depoimento à CPI da Petrobras, Gabrielli disse que não se pode confundir o comportamento criminoso de alguns com o da estatal, que funciona.

Em sua explanação, o ex-presidente da estatal disse que média de sucesso na indústria de petróleo é de 20% e no pré-sal foi de 90%. “É fácil encontrar petróleo do pré-sal, difícil é produzir. Por isso ele é viável economicamente”, explicou. Segundo ele, com o crescimento da empresa a indústria naval saiu da estagnação com 2 mil empregados para 70 mil.

Ele ressaltou que a indústria de petróleo não é importante somente na geração de emprego e renda, mas para o financiamento nos governos federal e estaduais. “Não é uma coisa trivial que estamos falando”, declarou.

  • Publicado: 20/01/2026
  • Alterado: 20/01/2026
  • Autor: 16/08/2023
  • Fonte: Farol Santander São Paulo