Furacão Chido deixa 73 mortos em Moçambique

Fenômeno devastou 35 mil residências, afetou 90 mil crianças e agravou a crise humanitária em um dos países mais vulneráveis às mudanças climáticas

Crédito: Reprodução/YouTube UNICEF - Moçambique

O furacão Chido causou um aumento alarmante no número de fatalidades em Moçambique, com o Instituto Nacional de Gestão de Desastres (INGD) reportando que o total de mortes subiu para 73 nesta quinta-feira, 19 de dezembro. O dado foi revisado após a confirmação inicial, que indicava 45 óbitos e mais de 500 feridos.

Além das trágicas perdas humanas, o UNICEF alertou que mais de 90 mil crianças foram impactadas pelo fenômeno climático. A destruição se estendeu a cerca de 35 mil residências, deixando muitas famílias em situações precárias.

A representante do UNICEF em Moçambique, Mary Louise Eagleton, enfatizou a gravidade da situação ao afirmar que o país já era vulnerável devido a diversas crises antes da chegada do ciclone. “Moçambique é considerado um dos países mais afetados pelas mudanças climáticas globalmente. As crianças já enfrentavam uma série de emergências, como conflitos, secas e surtos de doenças”, destacou Eagleton.

Mary Louise também mencionou que o Fundo das Nações Unidas para a Infância está trabalhando em conjunto com o governo moçambicano, agências da ONU, ONGs e outros parceiros locais para priorizar ações humanitárias essenciais diante dos desafios impostos pela catástrofe.

O ciclone Chido fez sua primeira aparição no dia 15 de dezembro, após devastar o arquipélago francês de Mayotte, onde ao menos 35 pessoas perderam a vida, conforme relatos do governo francês. Posteriormente, na quarta-feira (18), o ciclone atingiu o Maláui, país vizinho de Moçambique, resultando em pelo menos 13 mortes adicionais.

  • Publicado: 20/01/2026
  • Alterado: 20/01/2026
  • Autor: 19/12/2024
  • Fonte: Farol Santander São Paulo