Funkeiro é preso operação contra o crime organizado no Rio

MC Dick é um dos alvos da Operação Nocaute II, que busca desarticular redes ligadas a facções criminosas

Crédito: Reprodução

O cantor de funk carioca Carlos Eduardo de Almeida Pires, mais conhecido como MC Dick, foi preso na manhã desta sexta-feira (23) no Rio de Janeiro, durante uma operação da Polícia Civil do Ceará. A ação faz parte da “Operação Nocaute II”, que visa desmantelar estruturas criminosas associadas a facções, especialmente o Comando Vermelho.

MC Dick, que tem cerca de 2 mil ouvintes mensais em plataformas de streaming, teve sua prisão decretada junto a outros 16 suspeitos. As diligências se estenderam também ao estado do Ceará, com mandados de busca e apreensão executados nas cidades de Fortaleza e Itarema, no interior. Entre os detidos, seis já estavam encarcerados, o que evidencia o envolvimento contínuo de membros do sistema prisional nas ações investigadas.

Letras exaltam facção e confrontos com a polícia

As músicas de MC Dick frequentemente exaltam ações de facções criminosas, com menções diretas ao Comando Vermelho, confrontos com agentes de segurança e ataques a rivais. As autoridades consideram esse tipo de conteúdo como parte de uma estratégia de glamourização da criminalidade, que pode colaborar para o recrutamento de jovens e a naturalização da violência em determinadas comunidades.

Apreensões e bloqueios milionários

Durante a operação, foram apreendidos veículos e celulares, instrumentos considerados essenciais para a logística e comunicação dos grupos investigados. Além disso, a Justiça autorizou o bloqueio de até R$ 20 milhões em contas bancárias dos suspeitos, valor que as autoridades acreditam estar vinculado a atividades de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs).

Um segundo cantor, também ligado ao gênero funk, é alvo da operação, mas seu nome ainda não foi divulgado pela polícia.

Combate ao crime organizado

A “Operação Nocaute II” reforça o compromisso das forças de segurança em enfrentar o crime organizado de forma interestadual, atingindo inclusive figuras públicas que usam da popularidade nas redes sociais para promover ou ocultar atividades ilícitas.

As investigações continuam e os detidos serão ouvidos ao longo dos próximos dias. A expectativa é de que novos desdobramentos surjam com a análise do material apreendido e das movimentações financeiras bloqueadas.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 23/05/2025
  • Fonte: FERVER