Funk brasileiro é reconhecido como gênero oficial no Beatport
Categoria “Funk Brasileiro” estreia nesta sexta (25) na maior plataforma de música eletrônica do mundo e reforça a expansão global do gênero com a GR6 como referência na América Latina
- Publicado: 15/01/2026
- Alterado: 25/04/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Fever
A partir desta sexta-feira, 25 de abril, o Funk Brasileiro entra oficialmente para o catálogo de gêneros musicais do Beatport, a maior plataforma de venda e descoberta de faixas voltadas para DJs do mundo. O que antes era uma subcategoria escondida, agora ganha status de destaque com charts próprios, playlists dedicadas e maior visibilidade global — um marco para o gênero que nasceu nas periferias brasileiras e hoje pulsa nas pistas do planeta.
Essa conquista histórica reforça o que muitos artistas e produtores já sabiam: o funk é mais do que ritmo — é movimento, cultura e potência criativa.
Referência no segmento e uma das maiores plataformas de funk e entretenimento da América Latina, a GR6 comemora esse reconhecimento como resultado de anos de resistência, inovação e investimento no desenvolvimento do gênero.
“Esse reconhecimento é uma vitória coletiva da quebrada. “funk sempre se comunicou bem como eletrônico.”, mas agora o mundo está ouvindo com mais atenção,” afirma Rodrigo Oliveira, presidente da GR6.
“A entrada no Beatport não só valida o que fazemos há anos, como abre portas para os nossos artistas dominarem as pistas internacionais. O funk não é tendência — é legado.”
Do baile ao mundo: o som da favela ecoa globalmente
Nascido nos morros e vielas do Brasil, o funk sempre foi um espelho das realidades sociais e uma válvula de expressão cultural de milhões de jovens. Mesmo enfrentando estigmas e censura, o estilo conquistou corações e fones pelo país — e agora, cada vez mais, ocupa espaço nos line-ups internacionais.
Nos últimos anos, DJs de renome global vêm incorporando o funk brasileiro em seus sets, de Berlim a Tóquio. Agora, com a criação da categoria oficial no Beatport, o acesso e a valorização da sonoridade ganham escala comercial e artística.
Segundo o próprio Beatport, a inclusão do gênero se baseia em sua crescente presença nas pistas e sua originalidade como manifestação da música eletrônica periférica. A mudança reforça o papel da plataforma como um dos principais termômetros da cena global e um espaço de validação cultural.