Fundamental na área pública é capacidade de gestão, e não experiência, diz Amoedo
O candidato à Presidência pelo Partido Novo, João Amoêdo, afirmou hoje, 19, não considerar essencial ter experiência na gestão pública para realizar um bom trabalho como mandatário do País
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 19/09/2018
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
“Não acho fundamental experiência na área pública, mas sim capacidade de gestão. Acho que estou habilitado a ser presidente”, afirmou, durante sabatina no Fórum Páginas Amarelas, da revista “Veja”.
A concepção do Novo, disse o candidato, vai de encontro com a política nos moldes tradicionais. “Percebemos que o modelo de Estado é concebido para atender aos interesses dos políticos e não aos brasileiros. Por isso, resolvi empreender na política, venho fazendo isso desde 2010”, declarou o candidato.
Reformas
A reforma da Previdência a ser tocada em um eventual governo de João Amoedo deverá aproveitar a pauta que vem sendo discutida e está aguardando encaminhamento no Congresso Nacional, explicou o candidato. “É interessante aproveitar as discussões que já foram feitas e, num primeiro momento, aprovar algo mais simples”, disse.
Amoêdo comentou que entre as medidas que podem integrar a proposta estariam o tempo mínimo de contribuição em 40 anos, assim como a idade mínima para aposentadoria de homens e mulheres em 65 anos. “Também queremos aplicar os mesmos critérios do setor privado aos funcionários públicos, que é um dos pontos de maior distorção no modelo atual”, afirmou.
Em relação às empresas estatais, Amoedo reforçou que pretende repassá-las à iniciativa privada. “Somos contra o Estado ser gestor de qualquer empresa. Por isso, somos favoráveis a privatizar Petrobras, Caixa, Banco do Brasil, Correios. Em outros casos, em que não há demanda da iniciativa privada, a solução é fechar a empresa”, afirmou. “O principal é que a privatização destas empresas tenha como objetivo dar mais concorrência aos brasileiros”, declarou.
O candidato explicou que, para atingir este objetivo, entretanto é preciso conduzir o processo de privatizações com critérios. “A Caixa e o BB, por exemplo, não faria sentido repassá-los aos bancos que já estão no mercado. Seria focado em bancos internacionais ou então transformá-las em corporações, como é o sistema norte-americano”, explicou.