Fundação Itaú lança 4 cursos focados em Gestão Cultural
A Escola Fundação Itaú lança três cursos grátis de curta duração sobre perspectiva decolonial, artes e gestão de projetos culturais, com certificação.
- Publicado: 15/01/2026
- Alterado: 12/12/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Fever
A Escola Fundação Itaú (EFI), em colaboração com o Itaú Cultural, acaba de disponibilizar três novos cursos de curta duração em seu portal, ampliando a oferta de qualificação para profissionais dos setores de educação, arte e cultura. As formações gratuitas da Escola Fundação Itaú e no modelo autoformativo, que permitem ao aluno gerenciar seu próprio tempo, abordam temas cruciais da contemporaneidade, como a perspectiva decolonial nas artes e no design, além de oferecerem ferramentas essenciais para o desenvolvimento de projetos culturais.
As três novas ofertas da Escola Fundação Itaú são: Vozes, artes e territórios, Design decolonial: territórios e olhares e Projetos Culturais: por onde começar? – Parte 2. Ao final de cada curso, o aluno tem direito à certificação, de acordo com a regulamentação da EFI. O acesso a todo o conteúdo está disponível no site oficial da instituição.
Decolonialidade em foco: Arte, Território e Design
Dois dos lançamentos abordam diretamente a perspectiva decolonial, que busca analisar criticamente e reverter a influência de narrativas eurocêntricas na produção de conhecimento e arte.
Vozes, artes e territórios (4 Horas)
Com formato inovador de podcast, este curso é conduzido pelo músico Tiganá Santana (IEB-USP) e pela professora Fernanda Pitta (MAC-USP). O diálogo estabelece uma análise crítica às representações artísticas do Brasil colonial, frequentemente produzidas por viajantes e artistas franceses entre os séculos XVI e XIX.
A série de aulas-podcast convida o público a ouvir artistas que estão ressignificando essas narrativas históricas. Por meio de entrevistas com artistas indígenas e uma artista afro-brasileira, o curso aborda como suas vivências influenciam suas criações e como a arte se torna uma ferramenta de resistência e preservação de diferentes modos de existir.
- Célia Tupinambá expõe como a confecção do Manto Tupinambá confronta as formas de presenças coloniais.
- Denilson Baniwa compartilha suas visões críticas sobre o sistema das artes e o lugar da arte na vida contemporânea.
- Ana Pi discute o corpo como elemento estético e agente de deslocamento, refletindo sobre as inscrições coloniais em sua circulação entre Minas Gerais e França.
A formação, com quatro horas de carga horária em quatro episódio na Escola Fundação Itaú, é complementada por um e-book e infográficos ilustrativos.
Design decolonial: territórios e olhares (4 Horas)
Em parceria com o Kuya – Centro de Design do Ceará, este curso é um convite para repensar a influência eurocêntrica nos processos de criação do Esccola Fundação Itaú criativos e projetuais. Ministrado por Cláudia Sales e Cristiellen Rodrigues Ribeiro, a formação apresenta exemplos reais de práticas, saberes e linguagens construtivas que nascem em territórios marginalizados e que são historicamente invisibilizados pelas narrativas hegemônicas do design.
O conteúdo aprofunda discussões sobre colonialidade e decolonialidade, escuta ativa, economia criativa e o papel da inteligência artificial (IA) — discutindo se essa tecnologia preserva ou apaga narrativas locais. O foco é ampliar o entendimento sobre o ato de projetar, valorizando saberes locais e as relações comunitárias.