Fundação cria Centro de Compostagem no ABC
A Fundação Santo André deve inaugurar, ainda neste semestre, o “Centro de Compostagem”. Local deve funcionar como um laboratório de pesquisas da Fundação
- Publicado: 15/01/2026
- Alterado: 16/08/2023
- Autor: Redação
- Fonte: Fever
No local, será gerado húmus e fertilizante orgânico a partir da decomposição de folhas de árvores, galhos e outros materiais orgânicos recolhidos durante a limpeza do Centro Universitário. A compostagem ficará atrás do campus, em boa parte do terreno da Prefeitura onde se encontra o piscinão e que se estende até a Rua Grã Bretanha. O local deve funcionar como um laboratório de pesquisas dos cursos de Geografia, Engenharia Ambiental e Biologia, onde alunos e professores poderão desenvolver seus respectivos projetos.
De acordo com o reitor do Centro Universitário, Prof. José Amilton de Souza, a utilização do terreno para a compostagem foi autorizada pela Prefeitura. “Nós já podemos construir esta composteira e fazer uma ligação com os cursos de Biologia, Engenharia Ambiental e Geografia. Temos um grande laboratório ao ar livre”, informou.
O Centro de Compostagem irá receber todo o material proveniente das árvores e plantas que estão dentro do campus. Nele, será utilizado um conjunto de técnicas para estimular a decomposição destes materiais, com a finalidade de obter, no menor tempo possível, um material estável, rico em substâncias húmicas e nutriente mineral.
REPLANTIO – Toda a área que a Fundação irá utilizar possui uma vasta metragem de talude, que é um terreno inclinado, que se limita a um aterro e tem como função garantir a estabilidade do imóvel. Segundo o reitor, é preciso repensar a vegetação desta área, que faz divisa com os fundos da FAENG (Faculdade de Engenharia Engenheiro Celso Daniel). “Temos de elaborar um replantio nesta área e, daí, poderemos fazer um mutirão junto com o Departamento de Parques e Jardins da Prefeitura de Santo André, que pode nos orientar para revegetar e replantar toda aquela região”, explica.
José Amilton relata que este espaço deve gerar economia para a instituição: “até o ano passado, pagávamos para um caminhão retirar as folhas e os entulhos da Fundação. Agora, este material vai para a composteira. Neste local, só podemos depositar galhos e folhas, nada de entulho de lixos espalhados pelo campus, pois será um espaço educativo para trabalhar a questão ambiental”.
Segundo o reitor, este projeto já faz parte do Plano Diretor da Prefeitura, que repensa todo o espaço da região, já que o terreno da compostagem está logo ao lado do estacionamento, onde estará a futura estação do metrô e do terminal de ônibus. “Isto só foi possível devido ao nosso trabalho assim que assumimos, pois fizemos uma ação junto com a Prefeitura, articulada com a questão do Transporte Metropolitano”, finaliza.