Fundação CASA conquista 64 ouros na Olimpíada do Oceano

Fundação CASA recebe 225 reconhecimentos nacionais em ciência e arte, com destaque para 64 certificados de ouro.

Crédito: Divulgação

A capacidade de transformação através do ensino acaba de ganhar um novo marco no sistema socioeducativo paulista. Adolescentes que cumprem medidas na Fundação CASA alcançaram um desempenho histórico na V Olimpíada Brasileira do Oceano – O2, somando 225 reconhecimentos. Ao todo, o esforço e a dedicação dos jovens da Fundação CASA resultaram em 64 certificados de ouro, 44 de prata, 49 de bronze e 68 menções honrosas, consolidando a instituição como um polo de conscientização socioambiental e educação científica de alto nível.

A premiação, divulgada recentemente após a COP30 em Belém, abrangeu modalidades de Conhecimento, Projetos Socioambientais e Produções Artísticas. O protagonismo da Fundação CASA reforça como o acesso a oportunidades reais de aprendizagem pode mudar o projeto de vida desses adolescentes.

Destaques regionais e liderança em medalhas

O desempenho foi capilarizado por diversas regiões do estado. Na modalidade de Conhecimento, que exige domínio interdisciplinar sobre os oceanos, o CASA Botucatu foi o grande líder, faturando 12 certificados de ouro. Outras unidades da Fundação CASA também apresentaram resultados expressivos:

  • CASA Feminino Chiquinha Gonzaga (Capital): 11 certificados de ouro em conhecimento e 6 ouros em produção artística.
  • CASA Tamoios (São José dos Campos): 10 certificados de ouro.
  • CASA Feminino Cerqueira César e CASA Itaquá: 7 certificados de ouro cada.

A premiação também contemplou jovens atendidos pela Fundação CASA em municípios como Campinas, Sorocaba, São José do Rio Preto, Bauru e nas cidades litorâneas de Mongaguá e São Vicente, cobrindo todo o mapa da socioeducação em São Paulo.

Podcast sobre crise climática é sucesso nacional

Um dos momentos mais emocionantes da competição foi o reconhecimento ao podcast “Apocalíptico”, produzido pelas jovens da Fundação CASA no centro Chiquinha Gonzaga. Com orientação de professores de Artes e Biologia, a obra cria uma narrativa futurista sobre a sobrevivência humana em abrigos subterrâneos após o colapso climático.

“Quisemos mostrar o que pode acontecer se as pessoas continuarem ignorando os impactos ambientais”, explicou Gabriela (nome fictício), uma das jovens da Fundação CASA participantes. Para a presidente da instituição, Claudia Carletto, esse resultado evidencia o potencial dos adolescentes: “Nosso papel é garantir que retornem à sociedade preparados para exercer sua cidadania”, pontuou.

Incentivo à ciência e bolsas do CNPq

O sucesso na olimpíada abre portas concretas para o futuro acadêmico. A competição prevê a concessão de bolsas de Iniciação Científica Júnior (ICJ) do CNPq, permitindo que estudantes premiados desenvolvam projetos científicos com auxílio financeiro mensal.

Para a Fundação CASA, participar de competições desse porte não é apenas sobre medalhas, mas sobre oferecer a esses jovens a chance de serem reconhecidos pelo intelecto e pela criatividade, ferramentas fundamentais para uma convivência social mais justa e segura em 2026.

  • Publicado: 15/01/2026
  • Alterado: 15/01/2026
  • Autor: 16/01/2026
  • Fonte: Fever