Funcionários públicos de Diadema pedem apoio por reajuste salarial de 10% em sessão da Câmara

Servidores de Diadema pedem apoio por reajuste salarial em meio a dificuldades financeiras; vereadores se comprometem a lutar pelas melhorias.

Crédito: Dino Santos/PMD

No último dia da sessão da Câmara Municipal de Diadema, representantes do Sindicato dos Funcionários Públicos (Sindema) utilizaram a tribuna livre para solicitar apoio dos vereadores em sua campanha salarial. Os parlamentares se mostraram receptivos à demanda, embora tenham feito ressalvas sobre o histórico de negociações com a Prefeitura.

O presidente do Sindema, Ritchie Soares, afirmou que a categoria está pleiteando um reajuste de 10%, que compreende uma reposição de 5% referente à inflação e um aumento real adicional de 5%. “Estamos buscando condições mais justas para os servidores”, declarou Soares.

Rodrigo Capel, presidente da Câmara e membro do PSD, assegurou que a Casa Legislativa estará disponível para apoiar os encaminhamentos necessários. No entanto, Capel destacou as dificuldades enfrentadas em negociações anteriores: “Historicamente, a Prefeitura nunca atendeu integralmente às solicitações do Sindicato”.

Uma proposta detalhada será apresentada ao Executivo na próxima reunião marcada para o dia 26. Entre as reivindicações, destaca-se o aumento do vale-alimentação dos atuais R$ 345 para R$ 851,82, além da universalização do vale-refeição, que atualmente é de R$ 183 mensais e não é concedido a todos os funcionários. A proposta sugere um valor de R$ 49 por dia trabalhado, considerado adequado para cobrir um almoço completo na cidade.

O secretário de Administração e Gestão de Pessoas, Adler Kiko Teixeira, comentou sobre a disposição do governo liderado pelo prefeito Taka Yamauchi (MDB) em dialogar com a categoria em busca de melhorias salariais. Contudo, ele enfatizou que qualquer ajuste deve ser meticulosamente avaliado sob a perspectiva jurídica e financeira, sempre respeitando as expectativas dos servidores.

Kiko também fez menção ao alto endividamento da cidade herdado da gestão anterior, liderada por José Filippi Júnior (PT). O passivo com o Instituto de Previdência ultrapassa R$ 1,2 bilhão e o déficit orçamentário chega a mais de 30% da arrecadação municipal.

A oposição ao governo Taka reconheceu que a luta pela melhoria salarial será desafiadora, mas garantiu que os servidores podem contar com o respaldo de todos os vereadores, independentemente das diferenças partidárias.

Orlando Vitoriano (PT), ex-presidente da Câmara, ressaltou que o bloco petista se encontra em uma posição adversa em relação à administração atual e mencionou que muitas das reivindicações discutidas na gestão anterior não foram atendidas. “Embora tenhamos avançado em algumas questões, muitas outras ficaram pendentes”, afirmou sem especificar quais demandas foram ignoradas.

Por sua vez, o vereador Josa Queiroz (PT), que já acompanhou diversas campanhas salariais ao longo dos anos, comentou sobre a dificuldade econômica enfrentada nas negociações: “As discussões sempre foram difíceis devido às limitações financeiras demonstradas pela Prefeitura”.

Além das questões salariais, Ritchie Soares criticou a suspensão do adicional de 20% sobre os salários por insalubridade para os profissionais da Saúde, benefício que havia sido concedido em agosto do ano passado. Segundo ele, esse assunto foi discutido na primeira reunião com o governo Taka em fevereiro.

Kiko Teixeira justificou a interrupção do pagamento do adicional pela falta de formalização legal. Ele ainda informou que alguns servidores que recorreram à Justiça para reivindicar o benefício perderam suas ações e que a Procuradoria recomendou a não concessão do adicional após análise das jurisprudências existentes.

Por fim, Soares denunciou supostas práticas de assédio moral e perseguições em vários departamentos. O secretário Kiko rechaçou as acusações afirmando que o governo não tolera tais comportamentos. “É crucial apresentar provas concretas quando se faz uma acusação dessa gravidade. Caso existam evidências de assédio, elas devem ser denunciadas para que sejam tomadas as providências cabíveis”, concluiu Kiko.”

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 20/03/2025
  • Fonte: FERVER