Funcionários da FEMA sofrem retaliações após críticas a políticas de Trump

Demissões no CDC intensificam crise nas agências federais sob Trump.

Crédito: FotosPúblicas

Recentemente, um grupo de funcionários da Agência Federal de Gestão de Emergências (FEMA) foi afastado após a assinatura de uma carta que criticava as políticas de vacinação do governo americano sob a administração do presidente Donald Trump. Na correspondência, os trabalhadores expressaram preocupações sobre o funcionamento da agência, destacando que a situação atual poderia deixar o país vulnerável a emergências, como o devastador furacão Katrina, que assolou Nova Orleans há 20 anos.

A situação se agravou na quarta-feira, 27, quando altos executivos do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) também apresentaram pedidos de demissão. As saídas ocorreram em um momento em que a pressão política sobre as agências federais tem aumentado consideravelmente. A demissão da diretora Susan Monarez, após um confronto com o secretário de Saúde, Robert Kennedy Jr., conhecido por sua postura contrária à vacinação, simboliza o clima tenso dentro das instituições.

A carta enviada ao Congresso continha 191 assinaturas; no entanto, apenas 35 funcionários se identificaram completamente, enquanto a maioria optou por permanecer anônima devido ao temor de represálias. Esta retaliação se concretizou com a notificação enviada pela FEMA, informando os afastados que estariam em licença administrativa remunerada sem explicações claras.

As ações tomadas por Trump durante seu segundo mandato não são novidades. Desde sua posse, ele tem promovido intervenções que aumentam seu controle sobre diversas agências governamentais, desmantelando funções essenciais e colocando à prova os limites do poder executivo. A Suprema Corte já se manifestou em julho, permitindo que a Casa Branca prosseguisse com reestruturações nas agências.

Em um contexto mais amplo, Trump demitiu aproximadamente 600 funcionários do Serviço Nacional de Meteorologia em um ano marcado por desastres naturais significativos. Além disso, ele encerrou operações da USAID e reduziu significativamente o quadro de servidores em outras agências vitais, incluindo o Departamento de Educação e a FDA.

Além das demissões no CDC, outras figuras públicas que expressaram desacordo com as políticas do presidente enfrentaram consequências semelhantes. Recentemente, a chefe do Escritório de Estatísticas do Trabalho foi demitida devido a dados de emprego considerados insatisfatórios por Trump. Essas ações levantam preocupações sobre a politicização das instituições públicas e o impacto disso na capacidade do governo em responder efetivamente a crises e emergências.

O futuro das agências federais sob esta administração continua incerto, à medida que questões sobre autonomia e competência emergem no debate público.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 27/08/2025
  • Fonte: FERVER