Frota no horário de pico deve ser de 80% em caso de greve
Tribunal Regional do Trabalho determina operação de frota de Metrô em São Paulo em caso de greve na sexta-feira. No pico, frota deve ser de 80% e fora do pico, contingente deve ser de 60%
- Publicado: 19/01/2026
- Alterado: 29/06/2017
- Autor: Redação
- Fonte: motisukipr
O Sindicato dos Metroviários deve decidir em assembleia nesta quinta-feira, 29 de junho, de forma oficial adesão ou não ao Dia de Mobilizações, que deve ocorrer por iniciativa de centrais sindicais nesta sexta-feira, 30, contra as reformas Trabalhistas e da Previdência.
Entretanto, a entidade já deu a sinalização que pretende paralisar as atividades das linhas públicas do metrô.
A companhia do Metropolitano informou, porém, que conseguiu no início da noite desta quarta-feira, 28, decisão da Justiça do Trabalho, que determina 80% do efetivo operacional nos horários de pico, tanto da manhã como da tarde (das 6h às 9h e das 16h às 19h), e 60% nos demais horários.
Em caso de não cumprimento da decisão, o magistrado determinou multa de R$ 100 mil ao Sindicato dos Metroviários.
O desembargador Carlos Roberto Husek atendeu parcialmente pedido do Metrô, que queria 100% da frota no pico e 70% nos demais horários e multa de R$ 500 mil. “É imperioso que se proceda a uma ponderação entre esse direito fundamental, conferido aos trabalhadores, e aqueles pertencentes à comunidade diretamente envolvida, de forma a minimizar o impacto negativo do movimento, sem prejuízo de sua efetividade como meio legítimo de que dispõe a categoria profissional para apresentar suas reivindicações”, afirmou o desembargador na decisão
EM NOTA, O METRÔ DIZ LAMENTAR A POSSIBILIDADE DE PARALISAÇÃO:
O Metrô lamenta a intenção do Sindicato dos Metroviários de aderir às mobilizações da sexta-feira, dia 30, contra as reformas trabalhista e da previdência, que estão tramitando no Congresso Nacional. A adesão à greve será definida pelo sindicato em assembleia marcada para amanhã.
A Companhia convoca a categoria ao bom senso para que os usuários do sistema e a população não sejam mais uma vez prejudicados. Para manutenção da garantia do direito de ir e vir da população, o Metrô acionou seu plano de contingência e entrou com pedido de Tutela Cautelar Antecipada junto a Justiça do Trabalho, que determinou 100% do efetivo disponível nos horários de pico e 70% nos demais horários.
A intenção do Sindicato dos Metroviários é não operar das 4h40 (horário das primeiras viagens) até zero hora de sábado, afetando os passageiros das linhas 1 – Azul (Jabaquara / Tucuruvi), 2 – Verde (Vila Prudente / Vila Madalena), 3 – Vermelha (Barra Funda / Itaquera) e 5 Lilás (Capão Redondo / Adolfo Pinheiro) e o monotrilho 15-Prata (Vila Prudente / Oratório), que só tem duas estações e está incompleto.
A linha 4-Amarela (Butantã/Luz), que é privada e não tem metroviários conduzindo os trens, que são autônomos, deve funcionar normalmente, como ocorreu nas ocasiões anteriores.
Os ônibus municipais da capital paulista devem funcionar normalmente, já os ferroviários da CPTM – Companhia Paulista de Trens Metropolitanos ainda vão decidir eventual adesão, embora que a tendência é que os trens funcionem normalmente.
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