Fraudes bancárias entram na mira de nova operação policial
Ação deflagrada nesta terça-feira rastreia 114 boletins de ocorrência e bloqueia bens após idoso perder mais de R$ 180 mil no interior paulista
- Publicado: 20/10/2026 09:39
- Alterado: 20/10/2026 09:44
- Autor: Leonardo Nogueira
Golpe sofisticado atinge contas vulneráveis. As fraudes bancárias motivaram uma ofensiva de larga escala da Polícia Civil de São Paulo na manhã desta terça-feira (20). Agentes deflagraram a Operação Nexion para desmantelar uma organização criminosa que movimentou cerca de R$ 1,27 milhão de forma ilícita.
O esquema cruzou divisas estaduais. Investigadores cumprem cinco mandados de busca e apreensão divididos entre as cidades paulistas de Poá e Embu das Artes, além de Planaltina (GO) e Brasília (DF). O núcleo de inteligência identificou um rastro de 114 boletins de ocorrência ligados aos mesmos suspeitos em todo o estado.
Como as fraudes bancárias esvaziaram contas

A crueldade tática marcou a ação do grupo. O estopim da operação ocorreu quando um idoso de 80 anos, residente em Presidente Venceslau, perdeu R$ 180 mil. Os estelionatários simularam um contato da central de segurança da instituição financeira e convenceram a vítima a transferir o valor sob o falso pretexto de proteger suas economias.
O rastro digital revelou a engenharia do crime. Especialistas da Central de Polícia Judiciária (CPJ) descobriram a criação simultânea de 2,7 mil linhas telefônicas virtuais. Essa malha de números falsos camuflava a origem das ligações criminosas e batizou o nome da investigação de Nexion.
“Começamos a apuração a partir do prejuízo sofrido por um idoso, mas o cruzamento de informações permitiu encontrar outros registros de fraudes. Agora, nosso objetivo é aprofundar a investigação, identificar todos os envolvidos e localizar outras possíveis vítimas”, afirmou o delegado Edmar Caparroz, coordenador da operação.
Próximos passos e estrangulamento financeiro
A Justiça ordenou o asfixiamento econômico da quadrilha. O poder judiciário bloqueou até R$ 180 mil em bens dos investigados para garantir o ressarcimento da vítima inicial. Equipes periciais analisam agora computadores e celulares apreendidos durante as buscas.
A extração de dados do material recolhido servirá para três frentes investigativas:
- Identificar a cadeia de comando da quadrilha.
- Mapear o destino exato do R$ 1,27 milhão subtraído.
- Localizar novas vítimas presas na teia de telefonia virtual.
A tecnologia acelera a resposta estatal. O cruzamento maciço de bancos de dados fecha o cerco contra a impunidade nos meios digitais. O combate incisivo às fraudes bancárias segue como prioridade absoluta para proteger o patrimônio da população e desidratar o crime organizado.