Força-tarefa investiga ataque a irmão de Eloá Pimentel em SP
Força-tarefa reúne provas para identificar envolvidos no ataque ao policial militar, que segue internado em estado grave após ser baleado em São Caetano do Sul
- Publicado: 28/06/2026 13:48
- Alterado: 28/06/2026 13:48
- Autor: Suzana Rezende
- Fonte: FolhaPress
A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) segue mobilizada para esclarecer o atentado contra o 1º tenente da Polícia Militar Ronickson Pimentel dos Santos, integrante da Rota e irmão de Eloá Pimentel, baleado na manhã de sábado (27), em São Caetano do Sul, no ABC Paulista. As investigações são conduzidas por uma força-tarefa formada por policiais civis e militares, que trabalha na coleta de provas para identificar todos os responsáveis pelo crime.
Neste domingo (28), o secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, afirmou que dois homens permanecem sendo investigados, mas destacou que a responsabilização deles dependerá da comprovação de participação por meio das evidências reunidas durante o inquérito.
Segundo o secretário, o governador Tarcísio de Freitas acompanha o caso de perto e tem cobrado rapidez na conclusão das investigações.
Polícia evita conclusões antes da coleta de provas
Durante entrevista, Osvaldo Nico ressaltou que o trabalho da polícia segue baseado em critérios técnicos e que ainda não é possível confirmar a participação dos suspeitos.
“Tudo depende de provas, a gente tem que colocar a pessoa no cenário”, afirmou o secretário.
Ele também destacou que equipes das polícias Civil e Militar atuam desde os primeiros momentos após o atentado para esclarecer o crime e localizar todos os envolvidos.
Polícia Militar classifica ataque como agressão ao Estado
O chefe do Centro de Comunicação Social da Polícia Militar, coronel Ivan Gonzaga, afirmou que o atentado gerou forte indignação dentro da corporação.
Segundo ele, o ataque ultrapassa a violência contra um policial e representa uma afronta às instituições públicas.
O coronel também informou que toda a corporação acompanha a recuperação do oficial e presta apoio à família.
Questionado sobre informações de que um dos investigados teria confessado participação no crime, Gonzaga afirmou que, até o momento, não há confirmação oficial sobre essa versão.
DHPP coordena as investigações
O inquérito está sob responsabilidade do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).
A diretora do departamento, delegada Ivalda Aleixo, informou que a investigação conta com uma força-tarefa integrada pelas polícias Civil e Militar para acelerar a coleta de provas e esclarecer completamente o atentado.
Na madrugada deste domingo, três pessoas foram conduzidas após um trabalho de inteligência baseado em denúncias e cruzamento de informações. Dois homens continuam sendo averiguados por suspeita de envolvimento no ataque. Já a terceira pessoa, parente de um dos investigados, foi levada durante a operação, mas não é considerada suspeita de participação no crime.
Tenente foi baleado enquanto aguardava em semáforo
O atentado ocorreu na Avenida Goiás, em São Caetano do Sul.
De acordo com as investigações, Ronickson Pimentel estava à paisana e parado com sua motocicleta em um semáforo quando foi surpreendido por dois homens que estavam em outra moto. Os criminosos efetuaram diversos disparos.
O policial foi atingido na cabeça, recebeu atendimento ainda no local e foi transportado pelo helicóptero Águia da Polícia Militar para o Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André.
Ele passou por uma cirurgia neurológica de emergência e permanece internado em estado grave.
Irmão de Eloá Pimentel
Ronickson Pimentel é irmão de Eloá Cristina Pimentel, vítima de um dos casos criminais de maior repercussão no Brasil.
Em 2008, Eloá, então com 15 anos, foi mantida refém por mais de cem horas em um apartamento em Santo André pelo ex-namorado, Lindemberg Fernandes Alves. Durante a invasão policial ao imóvel, ela foi atingida por disparos e morreu, em um caso que teve ampla repercussão nacional e internacional.
As investigações sobre o atentado contra o tenente da Rota continuam para identificar todos os autores e esclarecer a motivação do crime.