Fontes do Instituto Brasil-Israel expressaram preocupação com o cenário geopolítico atual
Fontes do Instituto Brasil-Israel destacam momento de apreensão, dúvidas e imprevisibilidade no cenário após ataque dos EUA às instalações nucleares no Irã
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 23/06/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Sorria!,
Ataque dos EUA trouxe mais perguntas do que respostas neste momento. A avaliação é de João Miragaya, assessor do Instituto Brasil-Israel (IBI) e mestre em História pela Universidade de Tel Aviv.
“Quanto as instalações nucleares foram danificadas? Havia o urânio enriquecido nessas instalações ou o regime iraniano conseguiu tirar o material em tempo? Haverá retaliação do Irã aos Estados Unidos? Seria algo teatralizado ou uma real e perigosa escalada do conflito? Quanto Rússia pode ou poderá intervir junto ao Irã? O ataque norte-americano às três instalações nucleares iranianas deixa grandes interrogações no Day after.”
“O mundo todo acompanha com apreensão. Pelo momento, o que houve foi mais uma sequência forte de misseis e drones do Irã em Israel, que têm caído e deixado feridos nas zonas urbanas do país. Nos próximos dias teremos a temperatura exata dessa investida dos Estados Unidos, sabendo se teve e qual foi o tamanho do estrago causado e como essa intervenção dará novos rumos ao conflito”, destaca Miragaya.
Imprevisibilidade
A imprevisibilidade também é ressaltada por Karina Calandrin, doutora em Relações Internacionais e assessora acadêmica do IBI.
“Os cenários a partir de agora envolvem alta imprevisibilidade. O mais provável é que o Irã busque retaliar por meio de ataques indiretos, acionando milícias e aliados regionais contra alvos americanos e israelenses. Um confronto direto e total ainda parece evitável, mas o risco de descontrole e de uma guerra de larga escala nunca esteve tão elevado desde o início das tensões.”
“O ataque anunciado por Trump contra as instalações nucleares iranianas representa uma escalada decisiva no conflito. Não se trata mais de uma crise regional entre Israel e Irã, mas da entrada formal dos Estados Unidos como ator militar ativo, com impacto direto sobre a estabilidade do Oriente Médio e sobre o regime internacional de não proliferação”, afirma Karina.